O que é adenomiose?
A adenomiose é uma doença ginecológica que afeta o útero e pode causar sintomas como cólicas menstruais intensas, aumento do fluxo menstrual e dor pélvica.
Apesar de ser uma condição relativamente comum, muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de receber o diagnóstico.
Mas afinal, o que causa a adenomiose? Como saber se você tem a doença? E quais são os tratamentos disponíveis?
Qual médico trata a adenomiose?
O ginecologista é o médico responsável pelo diagnóstico e tratamento da adenomiose.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com experiência no tratamento de doenças uterinas, como adenomiose, miomas uterinos e pólipos endometriais.
Além do tratamento clínico, a Dra. Giulia possui experiência em cirurgias ginecológicas, que podem fazer parte do tratamento da adenomiose em casos selecionados.
Durante a consulta, cada caso é avaliado de forma individualizada, considerando os sintomas, a intensidade da doença, a idade e o desejo de engravidar, para definir as possibilidades de tratamento.
A Dra. Giulia atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja alguns depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:



O que é adenomiose, afinal?
Para entender o que é adenomiose, primeiro precisamos conhecer um pouco da anatomia do útero.
O útero é um órgão localizado na pelve, responsável por abrigar o bebê durante a gestação. Sua parede é formada principalmente por uma camada muscular espessa chamada miométrio.
A parte interna do útero, por sua vez, é revestida pelo endométrio. Esse tecido se modifica ao longo do ciclo menstrual e descama durante a menstruação.
Na adenomiose, um tecido semelhante ao endométrio cresce dentro da parede muscular do útero, o miométrio.
Esse tecido responde às variações hormonais do ciclo menstrual, podendo provocar inflamação, aumento do útero, sangramento menstrual aumentado e cólicas.

Quais são os sintomas da adenomiose?
Os principais sintomas da adenomiose são cólicas menstruais intensas e aumento do sangramento menstrual. Algumas mulheres, entretanto, podem ter adenomiose sem apresentar sintomas.
Entre as principais manifestações estão:
- Dismenorreia secundária: é a cólica menstrual causada por alguma doença ginecológica. Pode acontecer com uma mulher que antes não tinha cólicas e passou a apresentá-las ou quando as cólicas que já existiam ficam progressivamente mais intensas;
- Sangramento uterino anormal: a menstruação pode ficar mais intensa ou durar mais dias que o habitual;
- Dor pélvica: algumas mulheres apresentam dor na região da pelve mesmo fora do período menstrual;
- Dor durante a relação sexual: também pode ocorrer em algumas pacientes.
A dor provocada pela adenomiose está relacionada à inflamação e às alterações que a doença provoca na parede muscular do útero, além do aumento da atividade e das contrações uterinas durante a menstruação.
Já o sangramento uterino anormal costuma se manifestar principalmente pelo aumento da intensidade ou da duração da menstruação.

Como tratar a adenomiose?
O tratamento da adenomiose tem como principal objetivo controlar os sintomas, especialmente as cólicas e o sangramento menstrual aumentado.
A adenomiose é uma doença influenciada pelos hormônios femininos. Por isso, além de medicamentos para controlar a dor e o sangramento, tratamentos hormonais podem ser utilizados para reduzir a atividade do endométrio e, consequentemente, os sintomas da doença.
Entre as principais opções de tratamento estão:
- Anti-inflamatórios não esteroidais: ajudam a reduzir a produção de prostaglandinas e podem melhorar as cólicas menstruais;
- Antifibrinolíticos: podem ser utilizados para diminuir o sangramento menstrual aumentado;
- Tratamentos hormonais: podem reduzir ou até suspender a menstruação, melhorando tanto o sangramento quanto as cólicas. Entre as opções estão pílulas anticoncepcionais, progestagênios isolados, anticoncepcional injetável e DIU Mirena;
- Análogos do GnRH: reduzem temporariamente a produção de estrogênio pelos ovários e podem melhorar os sintomas da adenomiose. Entretanto, seu uso costuma ser limitado devido aos efeitos colaterais relacionados à redução do estrogênio, como ondas de calor e ressecamento vaginal.
A escolha do tratamento depende da intensidade dos sintomas, idade, desejo de engravidar e resposta aos tratamentos anteriores.
Quando os sintomas são importantes, não melhoram com o tratamento clínico e a mulher não deseja mais engravidar, a histerectomia pode ser considerada. Como a cirurgia remove o útero, ela é o tratamento definitivo da adenomiose.
Como é o tratamento cirúrgico da adenomiose?
O tratamento cirúrgico da adenomiose pode ser considerado quando os sintomas são intensos e não melhoram com o tratamento clínico, principalmente em mulheres que não desejam mais engravidar.
O tratamento definitivo é a histerectomia, cirurgia para retirada do útero. Ela pode ser realizada por diferentes vias, dependendo das características de cada paciente.
Na histerectomia abdominal, é realizado um corte no abdome, que pode ser horizontal (“deitado”) ou vertical (“de pé”).
Já na histerectomia laparoscópica, são realizadas pequenas incisões no abdome, pelas quais são introduzidos uma câmera e os instrumentos necessários para realizar a cirurgia.
Em alguns casos, a histerectomia também pode ser realizada por via vaginal, sem cortes no abdome.
A escolha da técnica depende de fatores como tamanho do útero, cirurgias anteriores, outras doenças associadas e características de cada paciente.

Precisa de tratamento para adenomiose?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista especializada em Oncologia Ginecológica, com experiência no diagnóstico e tratamento da adenomiose.
Realizo tanto o tratamento clínico quanto cirúrgico da adenomiose, sempre considerando a intensidade dos sintomas, a idade, o desejo de engravidar e as preferências de cada paciente.
Durante a consulta, busco oferecer um atendimento individualizado e sem pressa, explicando as opções disponíveis para que você possa participar das decisões sobre o seu tratamento.
A Dra. Giulia atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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Imagens meramente ilustrativas (Banco de imagens: Shutterstock)



