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Dra Giulia Cerutti

Médica ginecologista

O que é cervicite?

A cervicite aguda é uma inflamação do colo do útero, geralmente causada por uma infecção. Entre as causas mais importantes estão duas infecções sexualmente transmissíveis (IST): a clamídia e a gonorreia.

Essas infecções podem permanecer sem sintomas, principalmente nas mulheres. Por isso, algumas pacientes só descobrem que estão infectadas após realizar exames de rotina ou quando surgem sinais de inflamação do colo do útero.

Quando apresenta sintomas, a cervicite pode causar corrimento vaginal, sangramento após a relação sexual, sangramento fora do período menstrual, dor durante a relação sexual ou ardência ao urinar. Entretanto, muitas mulheres com cervicite também não apresentam qualquer sintoma.

É importante não confundir a cervicite causada por uma IST com o termo “cervicite crônica” que frequentemente aparece em laudos de biópsia do colo do útero.

A cervicite crônica descrita em uma biópsia é um achado histológico comum e inespecífico, que indica a presença de células inflamatórias no tecido. Esse resultado, isoladamente, não significa que a mulher tenha clamídia, gonorreia ou outra IST e não indica automaticamente a necessidade de tratamento.

Por isso, quando existe suspeita de cervicite infecciosa, o diagnóstico deve considerar os sintomas, o exame ginecológico e, quando indicado, testes específicos para identificar as infecções responsáveis.

Qual médico trata a cervicite aguda?

O ginecologista é o médico que diagnostica e trata a cervicite aguda.

A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com experiência no diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo clamídia e gonorreia, duas importantes causas de cervicite aguda.

Durante a consulta, é realizada uma avaliação dos sintomas e do histórico da paciente, além do exame ginecológico e, quando necessário, da coleta de exames para identificar a causa da inflamação e indicar o tratamento adequado.

A consulta é realizada de forma acolhedora, individualizada e livre de julgamentos, respeitando a privacidade de cada paciente.

A Dra. Giulia atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja abaixo alguns depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:

Agora, voltemos à cervicite aguda…

A cervicite aguda é resultado de uma IST no colo do útero. As principais causadoras são a clamídia e a gonorreia, mas também pode ser causada por outras bactérias. Diferentemente da cervicite crônica, a cervicite aguda precisa de antibióticos.

Quais são os sintomas da cervicite aguda?

A cervicite aguda pode não causar nenhum sintoma, principalmente nos casos provocados por clamídia. Por isso, algumas mulheres descobrem a infecção apenas durante uma consulta ou após a realização de exames.

Quando existem sintomas, os mais comuns são:

  • Corrimento vaginal, que pode apresentar aspecto amarelado ou semelhante a pus;
  • Sangramento após a relação sexual;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Dor ou desconforto durante a relação sexual;
  • Ardência ao urinar.

Em alguns casos, a mulher também pode apresentar dor na parte inferior do abdome ou da pelve. Esse sintoma merece atenção, pois pode indicar que a infecção atingiu outras estruturas do aparelho reprodutor, como acontece na doença inflamatória pélvica (DIP).

Mesmo sem sintomas, a cervicite aguda causada por uma IST pode provocar complicações e ser transmitida para outras pessoas. Por isso, o diagnóstico e o tratamento adequados são importantes.

cervicite
A cervicite aguda cursa com corrimento de aspecto purulento e com odor.

O que é Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutores internos da mulher. Ela pode acontecer quando bactérias que inicialmente estão no colo do útero, como as causadoras da clamídia e da gonorreia, ascendem pelo trato genital e atingem o endométrio, as trompas e outras estruturas da pelve.

Por isso, uma cervicite aguda não diagnosticada ou não tratada pode, em algumas mulheres, evoluir para uma DIP.

salpingite
Na DIP, ocorre a inflamação das trompas – salpingite.

Quais são os sintomas da DIP?

A DIP pode causar dor na parte inferior do abdome, dor durante a relação sexual, corrimento vaginal, sangramento irregular e febre. A intensidade dos sintomas varia bastante de uma mulher para outra.

Nos casos mais graves, pode ocorrer a formação de um abscesso tubo-ovariano, uma coleção de pus e tecido inflamado envolvendo principalmente a trompa e o ovário. Essa é uma complicação importante, que pode exigir internação hospitalar, uso de antibióticos pela veia e, em alguns casos, drenagem ou cirurgia.

A DIP pode não causar sintomas?

Sim. Algumas mulheres apresentam sintomas muito discretos ou até mesmo uma DIP subclínica, fazendo com que a infecção passe despercebida.

Mesmo assim, a inflamação pode provocar lesões e cicatrizes nas trompas. Com o passar do tempo, essas alterações podem dificultar a passagem dos espermatozoides e do óvulo e aumentar o risco de infertilidade e gravidez ectópica.

Além disso, algumas mulheres podem desenvolver dor pélvica crônica após um episódio de DIP.

Colocar DIU pode causar DIP?

O DIU não causa DIP por si só. Entretanto, se a mulher apresentar uma infecção por clamídia ou gonorreia no colo do útero no momento da inserção, existe um pequeno aumento do risco de desenvolver DIP nas primeiras semanas após o procedimento.

Por isso, antes da colocação do DIU, é importante avaliar o risco de IST e realizar a investigação para clamídia e gonorreia quando houver indicação.

É preciso retirar o DIU se a mulher tiver DIP?

Nem sempre. Na maioria dos casos, o tratamento da DIP pode ser iniciado com o DIU mantido no lugar.

A paciente deve receber os antibióticos adequados e ser acompanhada de perto. A necessidade de retirada do DIU pode ser avaliada posteriormente de acordo com a evolução clínica e com as características de cada caso.

infertilidade
A Doença Inflamatória Pélvica pode cursar com infertilidade.

Dá para saber de quem eu peguei clamídia ou gonorreia?

Na maioria das vezes, não é possível saber de quem ou exatamente quando você pegou clamídia ou gonorreia.

Isso acontece porque essas infecções podem permanecer sem causar sintomas, principalmente nas mulheres. Assim, uma pessoa pode estar infectada sem saber e descobrir a infecção apenas muito tempo depois, durante um exame de rotina ou quando surgem sintomas.

Por esse motivo, receber hoje um diagnóstico de clamídia ou gonorreia não permite determinar quando ocorreu a transmissão. O exame identifica que a bactéria está presente naquele momento, mas não consegue dizer há quanto tempo ela está no organismo.

Da mesma forma, não existe um exame capaz de identificar qual parceiro transmitiu a infecção.

Isso é especialmente importante para mulheres que estão em relacionamentos estáveis. O diagnóstico de uma IST pode gerar dúvidas sobre infidelidade, mas o resultado positivo, isoladamente, não permite concluir quando a infecção foi adquirida nem de qual parceiro ela veio.

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico, os parceiros sexuais também precisam ser avaliados e, quando indicado, tratados. Isso é importante mesmo que estejam completamente sem sintomas, tanto para evitar complicações quanto para diminuir o risco de uma nova transmissão após o tratamento.

Como tratar a cervicite aguda?

O tratamento da cervicite aguda é feito com antibióticos, escolhidos de acordo com a infecção responsável ou com as principais bactérias suspeitas.

Quando a causa é a clamídia, o tratamento geralmente é realizado com antibióticos por via oral. Já nos casos de gonorreia, o tratamento recomendado inclui antibiótico administrado por injeção intramuscular.

Como clamídia e gonorreia são infecções sexualmente transmissíveis, é importante que os parceiros sexuais também sejam avaliados e tratados quando indicado, mesmo que não apresentem sintomas. Caso apenas uma pessoa seja tratada, pode ocorrer uma nova transmissão após o tratamento.

Também é recomendado evitar relações sexuais durante o período de tratamento e até que os parceiros tenham sido adequadamente tratados. Além disso, o diagnóstico de uma IST é uma oportunidade para investigar outras infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis.

Em algumas situações, também pode ser necessário realizar novos exames após o tratamento ou repetir a testagem alguns meses depois, principalmente devido ao risco de reinfecção.

Como é feito o tratamento da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?

A DIP também é tratada com antibióticos, mas geralmente é necessário utilizar uma combinação de medicamentos para combater as diferentes bactérias que podem estar envolvidas na infecção.

Nos casos mais leves, o tratamento pode ser realizado em casa, com antibióticos e acompanhamento médico próximo.

Entretanto, algumas pacientes precisam de internação hospitalar e antibióticos pela veia, principalmente quando apresentam quadro mais grave, não conseguem utilizar medicamentos por via oral, estão gestantes ou existe suspeita de abscesso tubo-ovariano.

O abscesso tubo-ovariano também é inicialmente tratado com antibióticos. Porém, quando é muito grande, não melhora com o tratamento ou apresenta complicações, pode ser necessário realizar uma drenagem ou cirurgia.

O tratamento adequado da cervicite aguda e da DIP é importante não apenas para controlar a infecção, mas também para reduzir o risco de complicações, como infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.

Quando procurar um ginecologista por suspeita de cervicite aguda?

Se você apresenta corrimento vaginal diferente do habitual, sangramento após a relação sexual, sangramento fora do período menstrual, dor durante a relação ou ardência ao urinar, é importante procurar um ginecologista para investigar a causa.

Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com experiência no diagnóstico e tratamento da cervicite aguda e das infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia.

Durante a consulta, avalio os sintomas e o histórico da paciente, realizo o exame ginecológico e, quando indicado, faço a coleta de exames para identificar a infecção responsável e definir o tratamento adequado.

O atendimento é individualizado, acolhedor e livre de julgamentos, especialmente porque sei que o diagnóstico de uma IST pode trazer dúvidas, inseguranças e preocupações para a paciente.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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