Inserção de DIU: como é feita e o que esperar?
A inserção de DIU é o procedimento realizado para colocar o dispositivo intrauterino dentro do útero, com o objetivo de prevenir a gravidez por um longo período.
Existem diferentes tipos de DIU, como o de cobre e os DIUs hormonais, e a escolha depende das características e preferências de cada mulher.
Mas como o dispositivo é colocado? A inserção dói? Precisa de anestesia? Quais cuidados são necessários depois?
Neste artigo, você vai entender como funciona a inserção do dispositivo, como se preparar para o procedimento e o que esperar após a colocação.
Qual médico realiza a inserção de DIU?
O ginecologista é o médico que realiza a inserção de DIU e pode orientar sobre a escolha do dispositivo mais adequado para cada mulher.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista especializada em Oncologia Ginecológica. Durante a consulta, busca oferecer um ambiente acolhedor e livre de julgamentos, no qual a paciente possa tirar suas dúvidas sobre contracepção.
Antes da inserção, são explicadas as diferenças entre os tipos de dispositivos, suas vantagens, possíveis efeitos colaterais e duração, para que a paciente possa participar da escolha do método que melhor se adapte às suas necessidades e ao seu estilo de vida.
A Dra. Giulia realiza a inserção em consultório e, em casos selecionados, também em centro cirúrgico sob anestesia ou sedação, especialmente quando há necessidade ou preferência por maior controle do desconforto durante o procedimento.
A Dra. Giulia atende no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja agora alguns depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:



Inserção de DIU: o que eu preciso saber?
O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis, com eficácia comparável à da laqueadura. É um método de longa duração, reversível e que pode ser utilizado inclusive por mulheres que nunca tiveram filhos.
Antes de realizar a sua inserção, é importante conhecer os diferentes tipos disponíveis, entender como cada um funciona, suas vantagens e possíveis efeitos colaterais.
Também é importante saber como é feita a inserção, quando o método é indicado e quais são os possíveis riscos e complicações.
A escolha do método deve considerar as características, necessidades e preferências de cada mulher.
Como o DIU é inserido?
A inserção do DIU pode ser realizada em consultório ou, em situações específicas, em centro cirúrgico com sedação.
As principais possibilidades são:
- No consultório: é a forma mais comum de inserção. O ginecologista introduz um espéculo na vagina, semelhante ao utilizado para coletar o Papanicolau, e o dispositivo é inserido através do colo do útero até chegar à cavidade uterina;
- Em centro cirúrgico, sob sedação: pode ser uma opção para mulheres que apresentam muita ansiedade, baixa tolerância à dor, histórico de inserção difícil ou outras situações específicas. Durante a sedação, a paciente permanece dormindo enquanto o dispositivo é colocado;
- Inserção guiada por ultrassom: em alguns casos, o ultrassom pode ser utilizado durante o procedimento para acompanhar a passagem e o posicionamento do dispositivo dentro do útero;
- Inserção por histeroscopia: é reservada para situações selecionadas, principalmente quando existem dificuldades anatômicas ou quando uma tentativa convencional de inserção não foi possível.
A inserção é um procedimento rápido. Quando realizada em centro cirúrgico, geralmente é possível receber alta no mesmo dia.
Durante a inserção sem sedação, a paciente pode sentir cólica ou dor pélvica, principalmente durante a passagem pelo colo do útero e a colocação do dispositivo. A intensidade varia bastante de uma mulher para outra.
Após o procedimento, também é comum apresentar cólicas leves e pequeno sangramento vaginal nas horas ou dias seguintes.
Como o DIU funciona?
O DIU é um pequeno dispositivo colocado dentro do útero para prevenir a gravidez. Dependendo do tipo, ele pode liberar cobre ou hormônio, que provocam alterações no ambiente uterino e dificultam principalmente a ação e a sobrevivência dos espermatozoides.
Dessa forma, o dispositivo atua principalmente impedindo que ocorra a fecundação, ou seja, que o espermatozoide consiga fecundar o óvulo.
Por isso, é importante esclarecer: o DIU não é um método abortivo.
Existem diferentes tipos de DIU disponíveis no Brasil, com características, duração e efeitos diferentes. Vamos conhecer cada um deles:
O que é o DIU de cobre?
O DIU de cobre não contém hormônios. Ele libera pequenas quantidades de cobre dentro do útero, provocando uma reação inflamatória local que prejudica a mobilidade e a sobrevivência dos espermatozoides. Dessa forma, dificulta a fecundação.
O modelo clássico de DIU de cobre pode permanecer no útero por até 10 anos. Existem também outros modelos, com diferentes formatos e quantidades de cobre, que podem ter duração menor.
Uma das principais vantagens do DIU de cobre é ser um método contraceptivo de longa duração livre de hormônios.
Por outro lado, ele pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, principalmente nos primeiros meses após a inserção. Por isso, pode não ser a melhor opção para mulheres que já apresentam menstruação muito intensa ou cólicas importantes.

O que é o DIU de prata?
O DIU de prata é um método contraceptivo não hormonal que contém cobre associado à prata. Seu mecanismo contraceptivo é semelhante ao do DIU de cobre, dificultando a sobrevivência e a movimentação dos espermatozoides e, consequentemente, a fecundação.
Dependendo do modelo, o DIU de prata pode permanecer no útero por até 5 anos.
Assim como acontece com o DIU de cobre, ele pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, principalmente nos primeiros meses após a inserção.
Embora o DIU de prata seja frequentemente divulgado como uma opção que provocaria menos cólicas e sangramento que o DIU de cobre, atualmente não existem evidências científicas consistentes que comprovem essa vantagem.

O que é o DIU Mirena?
O Mirena é um DIU hormonal que libera levonorgestrel, um tipo de progestagênio, dentro do útero. Esse hormônio deixa o endométrio mais fino e torna o muco do colo do útero mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides. Além disso, reduz a motilidade tubária.
Sua ação é predominantemente local e, na maioria das mulheres, a ovulação continua acontecendo.
Uma característica importante do Mirena é a redução do fluxo menstrual. Algumas mulheres podem ficar sem menstruar durante o uso. Nos primeiros meses, porém, é comum apresentar sangramentos irregulares e escapes, que geralmente diminuem com o tempo.
Apesar da baixa quantidade de hormônio circulante, algumas mulheres podem apresentar efeitos colaterais, como acne, oleosidade da pele, queda de cabelo, dor nas mamas ou alterações de humor.
Além de prevenir a gravidez, o Mirena também pode ser utilizado no tratamento do sangramento uterino aumentado e da adenomiose, além de auxiliar no controle de sintomas relacionados à endometriose em situações selecionadas.
Para contracepção, o DIU Mirena tem duração de até 8 anos.

O que é o DIU Kyleena?
O Kyleena é um DIU hormonal que libera levonorgestrel, assim como o Mirena. No entanto, ele é menor e contém uma quantidade menor de hormônio.
Sua principal indicação é a contracepção, com alta eficácia na prevenção da gravidez e duração de até 5 anos.
Durante o uso, o Kyleena costuma provocar redução do fluxo menstrual, mas o padrão de sangramento varia de uma mulher para outra. Nos primeiros meses, são comuns sangramentos irregulares e escapes. Algumas mulheres também podem ficar sem menstruar, embora isso seja menos frequente do que com o Mirena.
Apesar de possuir uma quantidade menor de levonorgestrel, isso não significa necessariamente que o Kyleena cause menos efeitos colaterais hormonais. Algumas mulheres podem apresentar acne, oleosidade da pele, queda de cabelo, dor nas mamas ou alterações de humor.
Ao contrário do Mirena, o Kyleena não tem indicação aprovada para o tratamento do sangramento menstrual aumentado. Sua indicação principal é como método contraceptivo.
Como fica a menstruação após a inserção de DIU?
A inserção de DIU pode alterar o padrão menstrual, e essas mudanças dependem principalmente do tipo de dispositivo escolhido.
Os DIUs não hormonais, como os de cobre e de cobre com prata, podem provocar aumento do fluxo menstrual e das cólicas, principalmente nos primeiros meses de uso. Por isso, podem não ser as melhores opções para mulheres que já apresentam menstruação muito intensa ou cólicas importantes.
Apesar de o dispositivo de prata ser frequentemente divulgado como uma opção que provocaria menos sangramento e cólicas, não existem evidências consistentes de que ele tenha essa vantagem em relação ao DIU de cobre.
Já os DIUs hormonais costumam reduzir o fluxo menstrual. Com o Mirena, a redução pode ser bastante significativa e algumas mulheres ficam sem menstruar. Com o Kyleena, também pode ocorrer redução do fluxo, embora a ausência completa de menstruação seja menos frequente.
Nos primeiros meses após a inserção de um DIU hormonal, é comum apresentar sangramentos irregulares e escapes. Com o passar do tempo, esses sangramentos tendem a diminuir em frequência e intensidade.
Os DIUs hormonais também podem reduzir as cólicas menstruais. Entretanto, nos primeiros dias após a inserção, é comum sentir cólicas e desconforto pélvico, que geralmente melhoram progressivamente.
Existe risco de Doença Inflamatória Pélvica após colocar o DIU?
Existe um pequeno aumento do risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) nas primeiras semanas após a inserção do DIU. Esse risco está relacionado principalmente à presença de uma infecção sexualmente transmissível, especialmente clamídia ou gonorreia, no momento da colocação.
Essas bactérias podem estar presentes no colo do útero sem causar sintomas e, após a inserção, provocar uma infecção no útero e nas trompas, caracterizando a Doença Inflamatória Pélvica.
O risco é maior principalmente nas primeiras três semanas após a inserção e, depois desse período, torna-se muito baixo.
A DIP pode causar sintomas como dor pélvica, febre, corrimento vaginal anormal e dor durante a relação sexual.
É importante lembrar que, caso uma mulher desenvolva DIP após a inserção, nem sempre é necessário retirar o DIU. Na maioria dos casos, o tratamento com antibióticos pode ser iniciado mantendo o dispositivo, com acompanhamento da evolução clínica.

É possível ocorrer a expulsão do DIU?
A expulsão do dispositivo acontece em uma pequena parcela das mulheres e é mais frequente nos primeiros meses após a inserção. O risco também é maior quando o dispositivo é colocado imediatamente após o parto.
A expulsão pode ser total, quando o dispositivo sai completamente do útero, ou parcial, quando ele se desloca em direção ao colo uterino.
Algumas mulheres podem perceber cólicas, sangramento diferente do habitual ou mudança na posição dos fios do DIU. Entretanto, a expulsão também pode acontecer sem sintomas.
O DIU pode perfurar o útero?
A perfuração uterina pelo DIU é uma complicação rara e geralmente acontece durante a inserção do dispositivo.
Em alguns casos, a perfuração não é percebida no momento da colocação e só é identificada posteriormente, quando o DIU não é encontrado na posição esperada.
Muito raramente, um DIU que perfurou a parede uterina pode se deslocar para a cavidade abdominal ou atingir estruturas próximas, como a bexiga ou o intestino.
Quando existe suspeita de perfuração, são necessários exames para localizar o dispositivo e definir a melhor forma de retirá-lo.
Deseja realizar a inserção de DIU?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista especializada em Oncologia Ginecológica.
Realizo a inserção de DIU em consultório e, em casos selecionados, também em centro cirúrgico sob sedação, para mulheres que desejam maior controle da dor e do desconforto durante o procedimento.
Antes da inserção, conversamos sobre os diferentes tipos de métodos, suas vantagens, possíveis efeitos colaterais e como cada um pode interferir no fluxo menstrual, para escolhermos juntas o método mais adequado para você.
Busco oferecer um atendimento individualizado e sem julgamentos, no qual você possa tirar suas dúvidas e participar das decisões sobre seu tratamento.
Atendo em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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