O que são miomas uterinos?
Os miomas uterinos são tumores benignos que se desenvolvem a partir da camada muscular do útero, chamada miométrio. São muito comuns, principalmente entre mulheres em idade reprodutiva.
Na maioria das vezes, os miomas não causam sintomas e podem ser descobertos por acaso durante um exame ginecológico ou ultrassom.
Em algumas mulheres, porém, eles podem provocar sangramento menstrual intenso, cólicas, dor ou aumento do volume abdominal, dependendo principalmente do tamanho, da quantidade e da localização dos nódulos.
Em casos mais graves, o sangramento pode causar anemia importante, levar a atendimentos de urgência e até à necessidade de transfusão de sangue, além de interferir no trabalho e na qualidade de vida da mulher.
Neste artigo, você vai entender quais são os tipos de miomas uterinos, seus sintomas e quando é necessário realizar tratamento.
Qual médico trata os miomas uterinos?
O ginecologista é o médico responsável pelo diagnóstico e tratamento dos miomas uterinos.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com experiência no tratamento de miomas uterinos, tanto por meio de tratamentos clínicos quanto cirúrgicos.
Além disso, possui experiência na realização de cirurgias ginecológicas, incluindo histeroscopia cirúrgica, miomectomia e histerectomia, procedimentos que podem ser indicados no tratamento dos miomas dependendo de sua localização, tamanho e dos sintomas apresentados pela paciente.
Durante a consulta, cada caso é avaliado individualmente para definir se o mioma precisa de tratamento e qual é a melhor opção para cada paciente.
A Dra. Giulia atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja abaixo alguns relatos de pacientes da Dra. Giulia:



Qual é a causa dos miomas?
A causa exata dos miomas uterinos ainda não é completamente conhecida. Sabemos que seu desenvolvimento está relacionado a fatores hormonais, genéticos e moleculares.
Os hormônios femininos, principalmente estrogênio e progesterona, participam do crescimento dos miomas. Por isso, eles aparecem principalmente durante a idade reprodutiva, período em que esses hormônios são produzidos em maiores quantidades pelos ovários.
Após a menopausa, os níveis hormonais diminuem e, com isso, os miomas geralmente param de crescer e tendem a diminuir de tamanho.
Isso também explica por que o comportamento dos miomas pode mudar ao longo das diferentes fases da vida da mulher.
Quais são os tipos de miomas uterinos?
Os miomas uterinos podem ser classificados de acordo com a sua localização no útero. De forma simplificada, existem três tipos principais:
- Miomas subserosos: crescem na parte mais externa do útero, projetando-se em direção à cavidade abdominal;
- Miomas intramurais: crescem dentro da parede muscular do útero, chamada miométrio;
- Miomas submucosos: crescem em direção à cavidade uterina, ficando em contato com o endométrio, que é a camada que reveste o interior do útero.
A localização do mioma é importante porque influencia os sintomas que ele pode causar e a escolha do tratamento.

Quais são os principais sintomas dos miomas uterinos?
Na maioria das vezes, os miomas uterinos não causam nenhum sintoma e podem ser descobertos por acaso durante a realização de exames ginecológicos.
Quando existem sintomas, um dos mais comuns é o sangramento uterino anormal, que pode se manifestar de diferentes formas:
- Aumento da intensidade do fluxo menstrual: a menstruação fica mais volumosa, fazendo com que a mulher precise trocar absorventes com maior frequência;
- Aumento da duração do fluxo: a menstruação passa a durar mais dias do que o habitual. Em casos mais intensos, o sangramento pode ser prolongado ou praticamente contínuo;
- Sangramentos fora do período menstrual: podem ocorrer sangramentos ou escapes entre uma menstruação e outra.
A intensidade do sangramento pode variar bastante de uma mulher para outra e também depende das características e da localização dos miomas.

Quando os miomas uterinos são muito volumosos, eles podem aumentar o tamanho do útero e comprimir estruturas próximas, principalmente a bexiga e o reto.
Dependendo do tamanho e da localização, podem surgir sintomas como:
- Aumento da frequência urinária, com necessidade de urinar várias vezes ao dia;
- Urgência para urinar;
- Sensação de pressão sobre a bexiga;
- Constipação intestinal (intestino preso);
- Aumento do volume abdominal;
- Sensação de peso ou pressão na pelve;
- Dor pélvica.
Em alguns casos, o útero pode aumentar tanto de tamanho que a mulher percebe a barriga mais volumosa, mesmo sem ganho de peso.
É importante salientar que miomas pequenos dificilmente causam dor.

Miomas podem causar infertilidade?
Na maioria das vezes, os miomas uterinos não causam infertilidade. Muitas mulheres com miomas conseguem engravidar normalmente.
Entretanto, alguns miomas podem dificultar a gravidez, principalmente dependendo de sua localização e tamanho.
Os miomas submucosos, que crescem em direção à cavidade uterina, são os que apresentam maior associação com infertilidade, pois podem distorcer a cavidade e dificultar a implantação do embrião.
Miomas muito volumosos ou localizados próximos à entrada das trompas também podem, em algumas situações, interferir na fertilidade.
Por isso, encontrar um mioma em uma mulher com dificuldade para engravidar não significa necessariamente que ele seja a causa da infertilidade.
Miomas submucosos
Entre os diferentes tipos de miomas uterinos, os miomas submucosos apresentam algumas particularidades.
Esses miomas crescem em direção à cavidade uterina, projetando-se para o espaço revestido pelo endométrio, que é a camada interna do útero.
Por causa de sua localização, os miomas submucosos são os que apresentam maior associação com sangramento uterino anormal. Eles podem provocar aumento da intensidade e da duração da menstruação e, em alguns casos, sangramentos fora do período menstrual.
Os miomas submucosos também podem causar cólicas menstruais mais intensas. Isso acontece porque sua presença dentro da cavidade pode alterar as contrações do útero e está associada a alterações na produção de substâncias inflamatórias envolvidas na dor.
Mesmo miomas submucosos relativamente pequenos podem causar sintomas importantes, justamente por causa de sua localização dentro da cavidade uterina.
Miomas uterinos viram câncer?
Na grande maioria das vezes, miomas uterinos não viram câncer. Eles são tumores benignos do músculo do útero e não são considerados lesões pré-cancerosas.
Existe um câncer raro do músculo uterino chamado leiomiossarcoma, que pode apresentar características semelhantes às de um mioma. Entretanto, atualmente, acredita-se que o leiomiossarcoma surja como um tumor maligno desde o início, e não a partir da transformação de um mioma benigno em câncer.
Por isso, quando uma mulher apresenta um mioma, não é necessário retirá-lo simplesmente pelo medo de que ele se transforme em câncer.
A necessidade de tratamento depende principalmente dos sintomas, do tamanho e da localização dos miomas e das características de cada paciente.
Miomas uterinos sempre precisam de cirurgia?
Não. A maioria dos miomas uterinos não precisa de cirurgia, principalmente quando não causa sintomas ou prejuízo à qualidade de vida.
A cirurgia pode ser considerada em algumas situações, como:
- Sangramento uterino intenso que não melhora adequadamente com o tratamento clínico;
- Miomas muito volumosos, que comprimem órgãos próximos, como bexiga e intestino, ou provocam aumento importante do volume abdominal;
- Dor ou outros sintomas importantes que não melhoram com o tratamento clínico;
- Miomas que distorcem a cavidade uterina e estão associados à infertilidade, em casos selecionados;
- Presença de características suspeitas nos exames, quando não é possível afastar adequadamente a possibilidade de outro tipo de tumor uterino.
É importante lembrar que o crescimento rápido de um mioma, isoladamente, não significa que ele seja um câncer.
A decisão de operar depende dos sintomas, do tamanho e localização dos miomas, da idade e do desejo de engravidar da paciente.
Quais são as cirurgias para remover miomas uterinos?
As principais cirurgias utilizadas no tratamento dos miomas uterinos são a histerectomia e a miomectomia.
A histerectomia é a cirurgia de retirada do útero e representa o tratamento definitivo dos miomas. Pode ser realizada por via abdominal, vaginal ou laparoscópica, dependendo das características de cada caso.
Na histerectomia abdominal, o corte pode ser horizontal (“deitado”) ou vertical (“de pé”). A escolha depende principalmente do tamanho do útero e das características da cirurgia.

Já a miomectomia consiste na retirada dos miomas com preservação do útero, sendo uma importante opção para mulheres que desejam engravidar ou simplesmente desejam manter o útero.
A técnica utilizada depende principalmente da localização, tamanho e quantidade dos miomas. Miomas submucosos podem ser retirados por histeroscopia, através da vagina e do colo do útero. Já miomas intramurais e subserosos podem ser retirados por laparoscopia ou cirurgia abdominal, dependendo de suas características.

Como qualquer cirurgia, a miomectomia também apresenta riscos. Após uma miomectomia histeroscópica, por exemplo, podem se formar sinéquias, que são cicatrizes ou aderências dentro da cavidade uterina e que, em alguns casos, podem interferir na fertilidade.
Além disso, os miomas podem ser bastante vascularizados e, por isso, existe risco de sangramento durante a cirurgia. Raramente, quando não é possível controlar uma hemorragia importante por outros métodos, pode ser necessária a retirada do útero.
E quando NÃO devemos pensar em cirurgia?
Nem toda mulher com miomas precisa ser operada. Em muitos casos, é possível apenas acompanhar ou utilizar tratamentos clínicos para controlar os sintomas.
Algumas situações em que podemos optar inicialmente por uma abordagem não cirúrgica são:
- Mulheres próximas da menopausa: os miomas são influenciados pelos hormônios femininos e, após a menopausa, geralmente param de crescer e tendem a diminuir de tamanho. Dependendo dos sintomas, pode ser possível controlar o quadro até essa fase;
- Mulheres sem sintomas: na maioria dos casos, miomas encontrados por acaso e que não causam problemas podem ser apenas acompanhados, mesmo quando apresentam dimensões consideráveis;
- Quando os sintomas podem ser controlados com medicamentos: dependendo do caso, existem tratamentos capazes de reduzir o sangramento e as cólicas, evitando ou adiando uma cirurgia;
- Quando a paciente não deseja operar: as preferências da mulher também fazem parte da decisão. Quando houver alternativas seguras, os riscos e benefícios de cada possibilidade devem ser discutidos antes da escolha do tratamento.
O desejo de engravidar merece uma avaliação individualizada. Algumas mulheres podem ser acompanhadas sem cirurgia, enquanto outras podem se beneficiar da miomectomia, principalmente quando os miomas distorcem a cavidade uterina e podem interferir na fertilidade.
A indicação de cirurgia deve considerar os sintomas, tamanho e localização dos miomas, idade, desejo de engravidar, tratamentos já realizados e preferências da paciente.
Como tratar miomas uterinos sem cirurgia?
O tratamento dos miomas uterinos sem cirurgia tem como principal objetivo controlar os sintomas, especialmente o sangramento menstrual aumentado e as cólicas. A maioria dos medicamentos não elimina os miomas nem reduz significativamente o seu tamanho.
Entre as opções de tratamento estão:
- Anti-inflamatórios não esteroidais: ajudam a reduzir as cólicas menstruais e também podem diminuir o sangramento;
- Antifibrinolíticos: são medicamentos utilizados durante a menstruação para reduzir o sangramento menstrual aumentado;
- Anticoncepcionais hormonais: podem ser utilizados para controlar o sangramento e as cólicas. Dependendo das características da paciente, podem ser utilizados anticoncepcionais combinados ou métodos contendo apenas progestagênios;
- DIU Mirena: libera levonorgestrel dentro do útero e pode provocar uma redução importante do fluxo menstrual, sendo uma opção para algumas mulheres com miomas;
- Análogos do GnRH: reduzem temporariamente a produção dos hormônios ovarianos e podem diminuir tanto os sintomas quanto o tamanho dos miomas. Entretanto, seu uso costuma ser limitado devido aos efeitos colaterais, como ondas de calor e ressecamento vaginal.
Os análogos do GnRH também podem ser utilizados em situações específicas antes de uma cirurgia, por exemplo, para reduzir temporariamente o tamanho dos miomas ou melhorar uma anemia causada pelo sangramento.
No caso do DIU Mirena, é importante avaliar se os miomas alteram o formato da cavidade uterina. Miomas submucosos ou que provocam uma distorção importante da cavidade podem dificultar a inserção, aumentar o risco de expulsão ou até contraindicar o uso do DIU, dependendo do caso.
A escolha do tratamento depende principalmente dos sintomas, tamanho e localização dos miomas, idade, desejo de engravidar e preferências da paciente.
Está com miomas uterinos?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista especializada em Oncologia Ginecológica, com experiência no diagnóstico e tratamento de miomas uterinos.
Realizo tanto o tratamento clínico quanto cirúrgico dos miomas, de acordo com os sintomas, o tamanho e a localização dos nódulos, a idade e o desejo de engravidar de cada paciente. Quando existe indicação de cirurgia, realizo procedimentos como miomectomia e histerectomia.
Durante a consulta, busco oferecer um atendimento individualizado e sem pressa, explicando as diferentes possibilidades de tratamento para que você possa participar das decisões sobre a sua saúde.
A Dra. Giulia atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).
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