O que é a cirurgia a laser do cisto de Bartholin?
A cirurgia a laser do cisto de Bartholin consiste na abertura do cisto, seguida da destruição de sua cápsula por meio do laser de CO₂. Ao eliminar a cápsula do cisto, o procedimento reduz significativamente o risco de que ele volte a se formar.
A cirurgia é realizada em consultório, sob anestesia local, permitindo que a paciente receba alta e retorne para casa no mesmo dia.
Qual é o médico que faz a cirurgia a laser do cisto de Bartholin?
A cirurgia a laser do cisto de Bartholin é realizada por um médico ginecologista. Como esse procedimento envolve uma região de anatomia delicada, é recomendável que seja realizado por um profissional com experiência em cirurgia ginecológica, especialmente em procedimentos da vulva e da vagina.
Além da experiência cirúrgica, o ginecologista deve ter treinamento no uso do laser de CO₂, tecnologia que exige conhecimento específico para sua utilização de forma segura e eficaz.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica e experiência no tratamento das doenças da vulva. Realiza procedimentos ginecológicos com laser de CO₂, incluindo a cirurgia a laser do cisto de Bartholin, sempre após uma avaliação individualizada de cada paciente.
Durante a consulta, são avaliadas as características do cisto, o histórico de recorrências e a indicação da técnica mais adequada para cada caso.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja depoimentos de pacientes que fizeram a cirurgia a laser do cisto de Bartholin com a Dra. Giulia:



O que são as glândulas e o cisto de Bartholin?
As glândulas de Bartholin são responsáveis por auxiliar na lubrificação vaginal e estão localizadas na face interna dos grandes lábios.
Em algumas situações, os ductos dessas glândulas ficam obstruídos, impedindo a saída da secreção. Como consequência, ocorre um acúmulo de líquido, formando o cisto de Bartholin, que geralmente se manifesta como uma “bola” em um dos grandes lábios.

Em alguns casos, esse cisto pode se infectar, formando um abscesso. Essa condição é chamada de bartolinite. Nessa situação, a região costuma ficar avermelhada, inchada e muito dolorida. Quando isso acontece, é necessário realizar a drenagem do abscesso e o tratamento com antibióticos.
A cirurgia a laser do cisto de Bartholin é indicada quando a mulher apresenta episódios recorrentes de cisto ou inflamação da glândula de Bartholin. Nesses casos, o procedimento cirúrgico pode ser recomendado, especialmente quando as abordagens clínicas tradicionais não apresentam os resultados esperados.
Quando é indicada a cirurgia a laser do cisto de Bartholin?
A cirurgia a laser do cisto de Bartholin é indicada principalmente para mulheres que apresentam cistos recorrentes, episódios repetidos de bartolinite ou sintomas persistentes que comprometem a qualidade de vida.
Antes de indicar o procedimento, é importante confirmar que existe um cisto de Bartholin no momento da avaliação. Quando o cisto desaparece espontaneamente ou está completamente esvaziado, geralmente não é possível realizar a cirurgia, sendo necessário aguardar uma nova formação, caso ela ocorra.
A cirurgia a laser não é realizada durante a fase aguda da bartolinite. Quando existe infecção com formação de abscesso, o tratamento inicial consiste na drenagem do pus e, quando indicado, no uso de antibióticos. Somente após a resolução da infecção é que o ginecologista poderá avaliar a necessidade de um tratamento cirúrgico definitivo.
A indicação da cirurgia deve ser individualizada, levando em consideração o número de recorrências, o tamanho do cisto, os sintomas apresentados e as características de cada paciente.
Como é feita a cirurgia a laser do cisto de Bartholin?
A cirurgia a laser do cisto de Bartholin pode ser realizada em consultório, sob anestesia local. Antes da infiltração do anestésico, geralmente aplicamos uma pomada anestésica para reduzir o desconforto da picada da agulha. Assim, o procedimento costuma ser bem tolerado pela paciente.
Após a anestesia, utilizamos o laser de CO₂ para abrir o cisto. Em seguida, toda a sua cápsula é cuidadosamente vaporizada pelo laser, reduzindo significativamente a chance de que o cisto volte a se formar.
Ao final da cirurgia, quando necessário, realizamos a eversão e a sutura das bordas da abertura na superfície da entrada da vagina para manter o novo orifício pérvio durante a cicatrização e diminuir o risco de fechamento precoce.
Os pontos são feitos com fios absorvíveis, que não precisam ser retirados durante o pós-operatório. Na maioria dos casos, a paciente recebe alta logo após o procedimento e retorna para casa no mesmo dia.

E como é o pós-operatório?
O pós-operatório da cirurgia a laser do cisto de Bartholin costuma ser rápido e tranquilo. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a maioria das pacientes apresenta apenas dor leve ou desconforto discreto, além de um pequeno inchaço da região nos primeiros dias.
Também é esperado que ocorra uma pequena quantidade de secreção rósea, avermelhada, esbranquiçada ou levemente amarelada durante o processo de cicatrização, desde que não tenha odor forte nem aspecto de pus.
Para favorecer uma boa cicatrização, recomenda-se:
- Evitar relações sexuais por cerca de 60 dias;
- Evitar atividade física intensa por aproximadamente 30 dias;
- Evitar piscina, mar e banheira por cerca de 60 dias;
- Preferir roupas íntimas de algodão e roupas mais folgadas durante o período de recuperação.
Na maioria dos casos, o retorno ao trabalho e às atividades habituais ocorre precocemente, desde que a cirurgia tenha transcorrido sem intercorrências e a paciente siga corretamente as orientações do ginecologista.

Além da cirurgia a laser, quais outros procedimentos podem ser realizados?
O tratamento do cisto de Bartholin depende do tamanho do cisto, da presença de sintomas, do número de recorrências e das características de cada paciente.
Uma das opções é a punção com esvaziamento do cisto. No entanto, esse procedimento apenas remove a secreção acumulada e não trata a causa do problema. Por isso, a recorrência é frequente e a punção não é considerada um tratamento definitivo.
Quando há indicação de cirurgia, além da cirurgia a laser do cisto de Bartholin, existem outras opções de tratamento.
Bartolinectomia
A bartolinectomia consiste na retirada completa da glândula de Bartholin, juntamente com o cisto.
Por ser uma cirurgia mais complexa e com maior potencial de sangramento, geralmente é realizada em centro cirúrgico, sob raquianestesia com sedação ou anestesia geral. Costuma ser indicada para casos selecionados, especialmente quando existem recorrências ou quando outras abordagens não são consideradas adequadas.
Marsupialização
Na marsupialização, o ginecologista abre o cisto e sutura suas bordas à pele da vulva, criando uma abertura permanente para facilitar a drenagem da secreção e reduzir o risco de nova obstrução.
É um procedimento relativamente simples, que geralmente pode ser realizado em consultório, sob anestesia local. Embora seja uma técnica eficaz, ainda existe possibilidade de recorrência do cisto.
A escolha entre a cirurgia a laser, a marsupialização e a bartolinectomia deve ser individualizada, considerando as características do cisto, o histórico da paciente e a experiência do cirurgião.
Está com cisto de Bartholin?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista, especializada em oncologia ginecológica.
Atendo mulheres de todas as idades, realizando consultas ginecológicas e cirurgias para o tratamento do cisto de Bartholin. Entre os procedimentos que realizo estão a cirurgia a laser, a marsupialização e a bartolinectomia, sempre definindo a técnica mais adequada de acordo com as características de cada caso.
Acredito que cada paciente merece um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e em uma relação de confiança. Por isso, explico detalhadamente o diagnóstico, as causas do cisto de Bartholin, as opções de tratamento cirúrgico disponíveis, as vantagens e limitações de cada técnica, os cuidados no pós-operatório e incentivo a participação da paciente em todas as decisões sobre sua saúde.

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