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Dra Giulia Cerutti

Médica ginecologista

O que é atrofia vaginal?

A atrofia vaginal é uma condição causada principalmente pela redução dos níveis de estrogênio, hormônio fundamental para manter a saúde dos tecidos da vagina e da vulva.

Quando os níveis de estrogênio diminuem, a mucosa vaginal sofre diversas alterações: fica mais fina, menos elástica, menos lubrificada e mais frágil, podendo se machucar com maior facilidade.

Além disso, ocorre uma mudança na flora vaginal e no pH da vagina, o que também pode contribuir para sintomas e desconfortos na região íntima.

Como consequência, a mulher pode apresentar ressecamento vaginal, ardência, fissuras, dor durante as relações sexuais e até pequenos sangramentos.

A atrofia vaginal é especialmente comum após a menopausa, mas também pode acontecer em outras situações em que os níveis de estrogênio diminuem.

Qual médico trata a atrofia vaginal?

O ginecologista é o médico que diagnostica e trata a atrofia vaginal, além de investigar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como ressecamento, ardência e dor durante as relações sexuais.

A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com experiência no diagnóstico e tratamento da atrofia vaginal e dos sintomas relacionados à queda dos níveis de estrogênio.

Existem diferentes opções de tratamento, que são escolhidas de acordo com os sintomas, a intensidade das alterações e as características de cada paciente. Entre elas estão hidratantes e lubrificantes vaginais, tratamentos hormonais locais ou sistêmicos, quando indicados, além de outras alternativas.

A Dra. Giulia também realiza laser de CO₂ vaginal em seu consultório, procedimento que vem sendo estudado para melhora de sintomas relacionados à atrofia vaginal e pode ser considerado em casos selecionados.

A Dra. Giulia atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja abaixo alguns comentários de pacientes da Dra. Giulia:

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Quais são as causas da atrofia vaginal?

A atrofia vaginal acontece principalmente quando há redução dos níveis de estrogênio ou quando os tecidos da vagina sofrem alterações que comprometem sua espessura, elasticidade e lubrificação.

A causa mais comum é a menopausa, mas a atrofia vaginal também pode acontecer em outras situações, como:

  • Amamentação, período em que os níveis de estrogênio podem ficar temporariamente mais baixos;
  • Remoção cirúrgica dos ovários, que provoca uma queda importante na produção de estrogênio;
  • Tratamentos para alguns tipos de câncer, especialmente terapias que reduzem ou bloqueiam a ação do estrogênio;
  • Quimioterapia, que pode comprometer temporária ou permanentemente a função dos ovários;
  • Radioterapia pélvica, que pode provocar alterações nos tecidos da vagina e, em algumas situações, na função dos ovários;
  • Uso de alguns medicamentos ou anticoncepcionais, que em determinadas mulheres podem estar associados a ressecamento e alterações da mucosa vaginal.

O tabagismo também pode contribuir para alterações nos tecidos genitais e está associado a uma menopausa mais precoce, podendo favorecer ou agravar os sintomas de atrofia vaginal.

Quais são os sintomas da atrofia vaginal?

Na atrofia vaginal, a mucosa da vagina fica mais fina, seca, frágil e menos elástica, podendo se machucar com maior facilidade.

Os sintomas mais comuns são:

  • Ressecamento vaginal;
  • Ardência, queimação ou coceira na região íntima;
  • Dor durante a relação sexual, principalmente durante a penetração;
  • Fissuras na vulva e na entrada da vagina;
  • Pequenos sangramentos, especialmente após a relação sexual.

A queda dos níveis de estrogênio também pode provocar alterações no trato urinário. Por isso, algumas mulheres apresentam urgência para urinar, aumento da frequência urinária e ardência ao urinar.

Além disso, após a menopausa, essas alterações podem aumentar a predisposição a infecções urinárias de repetição.

Quando os sintomas genitais e urinários relacionados à menopausa aparecem em conjunto, utilizamos também o termo síndrome geniturinária da menopausa.

Como funciona o tratamento para a atrofia vaginal?

Existem diferentes opções de tratamento para a atrofia vaginal, e a escolha depende dos sintomas, da intensidade das alterações e das características de cada paciente.

Hidratantes vaginais

Os hidratantes vaginais são produtos livres de hormônios que ajudam a manter a umidade da mucosa vaginal e a melhorar sintomas como ressecamento, ardência e desconforto.

Eles são diferentes dos lubrificantes vaginais. Enquanto o lubrificante é utilizado principalmente no momento da relação sexual para reduzir o atrito e o desconforto, o hidratante vaginal é utilizado regularmente, como parte do tratamento do ressecamento vaginal.

Os hidratantes apresentam um efeito mais prolongado e geralmente são utilizados algumas vezes por semana, de acordo com o produto e com a orientação médica.

Alguns hidratantes são introduzidos dentro da vagina com o auxílio de um aplicador, enquanto outros também podem ser utilizados na região da vulva, dependendo da sua formulação.

Estrogênio vaginal

Como vimos, a queda dos níveis de estrogênio é uma das principais responsáveis pelas alterações que acontecem na vagina durante a atrofia vaginal. Por isso, uma das possibilidades de tratamento é a aplicação de estrogênio diretamente na vagina.

O estrogênio vaginal atua principalmente nos tecidos da região genital, ajudando a tornar a mucosa mais espessa, elástica e lubrificada, além de contribuir para a recuperação do pH e das características normais da vagina.

Como o tratamento é aplicado localmente e geralmente utiliza baixas doses de estrogênio, a exposição do restante do organismo ao hormônio costuma ser muito menor do que nos tratamentos hormonais sistêmicos.

O estrogênio vaginal pode ser uma boa opção para mulheres que apresentam principalmente sintomas genitais e urinários relacionados à atrofia, sem necessidade de terapia hormonal sistêmica.

A indicação deve ser individualizada, principalmente em mulheres que apresentam alguma condição que exija maior cuidado com o uso de estrogênio.

Terapia hormonal

A terapia hormonal da menopausa consiste principalmente na reposição de estrogênio, que pode ser administrado por diferentes vias, como oral ou transdérmica, por meio de gel ou adesivos.

Ela pode ser indicada para mulheres que apresentam sintomas da menopausa que causam incômodo e prejudicam sua qualidade de vida, principalmente:

  • Fogachos, as famosas ondas de calor;
  • Suores noturnos;
  • Alterações do sono, especialmente quando relacionadas aos sintomas da menopausa;
  • Sintomas genitais, como ressecamento, ardência e dor durante as relações sexuais.

Além de melhorar os sintomas gerais da menopausa, a terapia hormonal sistêmica também pode contribuir para a melhora da atrofia vaginal.

O estrogênio ajuda a recuperar características da mucosa vaginal, tornando-a mais espessa, resistente, elástica e lubrificada, além de contribuir para a manutenção do pH e da flora vaginal.

A indicação da terapia hormonal deve ser individualizada, considerando os sintomas, a idade, o tempo desde a menopausa, o histórico de saúde e os possíveis riscos e benefícios para cada mulher.

menopausa
A reposição hormonal está indicada para mulheres que sofrem com os sintomas do climatério, em especial os fogachos (ondas de calor).

Laser íntimo

O laser íntimo, também chamado de laser vaginal, é uma tecnologia que vem sendo estudada para o tratamento de sintomas relacionados à atrofia vaginal, como ressecamento, ardência e dor durante as relações sexuais.

Durante o procedimento, o laser provoca um efeito térmico controlado e pequenas áreas de ablação na mucosa vaginal, estimulando processos de reparação e remodelação dos tecidos. Estudos demonstram alterações no colágeno, no epitélio e na vascularização após as aplicações, que podem estar associadas à melhora dos sintomas em algumas pacientes.

Uma das características do laser é ser um tratamento não hormonal. Por isso, ele tem sido estudado inclusive em mulheres que apresentam contraindicações ou restrições ao uso de determinados tratamentos hormonais.

Entretanto, as evidências científicas disponíveis ainda são limitadas, principalmente em relação à eficácia a longo prazo. Por isso, a indicação deve ser individualizada após avaliação dos sintomas e das características de cada paciente.

Como é feita a aplicação do laser vaginal?

O procedimento é realizado em consultório, sem necessidade de internação. Um aplicador específico é introduzido na vagina para realizar a aplicação do laser na mucosa vaginal. Dependendo dos sintomas, o laser também pode ser aplicado na entrada da vagina e na vulva.

Durante a aplicação, a paciente pode sentir aquecimento ou leve desconforto. Quando é realizado tratamento na região externa, pode ser utilizado anestésico tópico para tornar o procedimento mais confortável.

A sessão costuma ser rápida e a paciente pode retornar para casa logo após o procedimento.

O número de sessões e a necessidade de novas aplicações devem ser definidos individualmente, de acordo com o quadro clínico, o equipamento utilizado e a resposta ao tratamento.

laser de co2
O laser íntimo é uma ótima opção de tratamento para mulheres com atrofia genital que não podem receber hormônios.

Quando procurar um ginecologista para tratar a atrofia vaginal?

Se você apresenta ressecamento vaginal, ardência, coceira, fissuras ou dor durante as relações sexuais, é importante procurar um ginecologista para avaliar a causa dos sintomas e definir o tratamento mais adequado.

Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com experiência no diagnóstico e tratamento da atrofia vaginal e dos sintomas relacionados à queda dos níveis de estrogênio.

Durante a consulta, avalio os sintomas, o histórico de saúde e as alterações da região genital para definir o tratamento de forma individualizada. Existem diferentes possibilidades, incluindo hidratantes vaginais, tratamentos hormonais e, em casos selecionados, procedimentos como o laser de CO₂.

Busco oferecer um atendimento individualizado, no qual cada paciente entende as opções disponíveis e participa da decisão sobre o seu tratamento.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Você também pode se interessar por:

Vagina seca

Laser íntimo

Laser de CO2

Mais informações:

Menopausa – Ginecologia e obstetrícia – Manuais MSD edição para profissionais

Imagens meramente ilustrativas (Banco de imagens: Shutterstock)

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