Histerectomia: Cirurgia de Retirada do Útero

Foto de Dra Giulia Cerutti

Dra Giulia Cerutti

Médica ginecologista

O que é a histerectomia?

A histerectomia é a cirurgia realizada para retirar o útero. Ela pode ser indicada para o tratamento de diferentes doenças ginecológicas, como miomas, adenomiose, sangramentos uterinos, prolapso genital e alguns tipos de câncer.

A cirurgia pode ser realizada por diferentes vias. Na histerectomia abdominal, o útero é retirado por meio de um corte no abdome. Na histerectomia laparoscópica, são realizadas pequenas incisões para a introdução de uma câmera e dos instrumentos cirúrgicos. Já na histerectomia vaginal, o útero é retirado pela vagina, sem cortes no abdome.

Após a retirada do útero, a mulher não menstrua mais e não pode mais engravidar. Entretanto, a retirada do útero não significa necessariamente a retirada dos ovários, que podem ser preservados dependendo da idade, da doença tratada e das características de cada paciente.

Continue lendo para entender quando a histerectomia é indicada, quais são os tipos de cirurgia e como funciona a recuperação.

Qual médico realiza a histerectomia?

A histerectomia é realizada pelo médico ginecologista, especialmente por profissionais com experiência em cirurgia ginecológica.

A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista especializada em Oncologia Ginecológica, área dedicada ao diagnóstico e tratamento dos tumores do aparelho genital feminino.

Sua formação inclui experiência em cirurgias ginecológicas e anatomia pélvica, importantes para a realização de procedimentos como a histerectomia por diferentes vias.

A Dra. Giulia realiza histerectomia abdominal, laparoscópica e vaginal, escolhendo a via cirúrgica de acordo com a doença a ser tratada e as características de cada paciente.

É médica ginecologista com mais de 10 anos de experiência, formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e realizou residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Pérola Byington, em São Paulo.

Atende em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja algumas opiniões de pacientes que já se consultaram com a Dra. Giulia:

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Bárbara de Paula
19/09/2024
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A Dra Giulia foi muito atenciosa e a consulta foi excelente, esclarecendo todas as minhas dúvidas, explicando de forma detalhada sobre tudo e realizando novos exames. E o atendimento diferenciado já começou desde o momento do agendamento, com a Thainá, que foi muito gentil e atenciosa. Parabéns pelo profissionalismo e atendimento humanizado.
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Ceci
18/09/2024
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A Dra. Giulia é muito atenciosa, tirou todas as minhas dúvidas durante a consulta, fiquei mais de 1 hora em sua sala. Nunca uma médica me deu tanta atenção. Realizei colposcopia em seu consultório e não senti nenhuma dor, foi tranquilo. Eu amei o atendimento! Não largo mais essa médica! 😊
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Elaine Japiassu
17/09/2024
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A Dra Giulia é ótima!!! Explica tudo com muita clareza, tato e paciência. Sem contar o Nível de conhecimento e domínio sobre um assunto tão sério e delicado quanto o HPV.
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José Nunes
17/09/2024
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Dra Giulia é uma profissional incrível, muito atenciosa, tira todas as dúvidas, deixa a paciente à vontade...faz questão de explicar tudo muito detalhadamente, atende com excelência! Gratidão... Super recomendo! O atendimento pelo whatsapp também foi perfeito e com muita gentileza, meus agradecimentos à Thainá, super atenciosa....
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Priscila Camargo
17/09/2024
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Dra. Giulia maravilhosa. Super atenciosa e nos deixou super tranquilas em relação ao procedimento. Gostaria também de agradecer a Tainá que nos atendeu super bem, desde o primeiro atendimento, explicando e tirando todas as dúvidas. Super recomendo!
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JULIANA BRAGANÇA
11/09/2024
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Passei em consulta com a Dra Giulia, e estou muito satisfeita, desde o atendimento telefônico, com a Tainá, que percebeu que meu problema era grave e rapidamente disponibilizou um horário. Quando meu marido e eu chegamos, fomos acolhidos, a Dra nos atendeu no horário, foi muito bom. Sei que meu problema deu mais trabalho do que de costume, mas ninguém deixou de me acolher. Agradeço a vocês e desejo que cresçam muito, cada vez mais. Logo volto para o laser e pretendo ficar acompanhando com a Dra. Mais uma vez, obrigada!
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Ana Luíza Müller
09/09/2024
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A Dra Giulia é uma GO incrível! Além de ser extremamente competente na sua área de atuação, me deixou muito confortável , foi bastante acolhedora e respondeu a todas as minhas dúvidas! O cuidado vai desde a marcação de consulta, a chegada no consultório e a recepção super acolhedora pela secretária Tainá, o atendimento que considera as questões físicas e subjetivas, até o momento pós-consulta!
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Patricia Kallyne
09/09/2024
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Foi a melhor consulta com ginecologista que já fui. Ambiente confortável e sem pressa. Ela explicou o meu caso com muita delicadeza e clareza. Comecei acompanhando pelo Instagram, e de lá, já aprendi muitas coisas! Fiz alguns exames com ela tbm e pretendo continuar o tratamento e consultas de rotina. Nota 10! Que eu tenha a sorte de achar outros especialistas na minha vida como a Dra. Giulia!

Veja abaixo depoimentos de pacientes que realizaram cirurgias com a Dra. Giulia:

Quais são os tipos de histerectomia?

A histerectomia pode ser realizada por três principais vias de acesso: abdominal, laparoscópica (por vídeo) ou vaginal.

A escolha da via depende de diversos fatores, como o tamanho do útero, a doença que motivou a cirurgia, cirurgias anteriores e as condições de saúde da paciente.

A seguir, vamos entender as principais diferenças entre cada uma dessas técnicas.

cirurgia
A histerectomia pode ser realizada por via vaginal, abdominal ou laparoscópica.

O que é histerectomia abdominal?

A histerectomia abdominal é a cirurgia para retirada do útero por meio de um corte no abdome.

Esse corte pode ser horizontal, semelhante ao utilizado em uma cesárea, ou vertical, dependendo principalmente do tamanho do útero, da doença que está sendo tratada e das características da cirurgia.

Sempre que possível, o corte horizontal pode ser utilizado. Entretanto, quando o útero está muito aumentado ou quando é necessário maior acesso à cavidade abdominal, pode ser necessária uma incisão vertical.

histerectomia com nic 3
Sempre que uma histerectomia abdominal é realizada, preferimos realizar a incisão na horizontal.

A incisão vertical geralmente começa abaixo do umbigo. Em algumas cirurgias, porém, pode ser necessário prolongá-la acima do umbigo.

A histerectomia abdominal pode ser indicada principalmente quando o tamanho do útero ou as características da doença dificultam a realização da cirurgia por outras vias. Isso pode acontecer, por exemplo, em casos de miomas uterinos muito volumosos e em determinadas cirurgias para câncer de colo do útero, câncer de endométrio ou sarcomas uterinos.

mioma
Miomas volumosos são indicações de histerectomia abdominal.

O que é histerectomia vaginal?

A histerectomia vaginal é a cirurgia para retirada do útero pela vagina, sem cortes no abdome.

Uma das principais indicações da histerectomia vaginal é o prolapso uterino, popularmente conhecido como “útero caído”. No entanto, essa via também pode ser utilizada em outras situações, como sangramento uterino anormal, adenomiose e algumas doenças do endométrio, dependendo das características de cada paciente.

Por não exigir incisões no abdome, a histerectomia vaginal é considerada uma cirurgia minimamente invasiva. Em geral, está associada a menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida quando comparada à cirurgia abdominal.

prolapso uterino
A histerectomia vaginal está indicada principalmente nos casos de prolapso uterino.

O que é histerectomia laparoscópica?

A histerectomia laparoscópica é a cirurgia para retirada do útero por videolaparoscopia, também conhecida como videocirurgia.

Na laparoscopia, são realizadas pequenas incisões no abdome e no umbigo, pelas quais são introduzidos os instrumentos cirúrgicos e uma câmera. Essa câmera permite que o cirurgião visualize os órgãos internos em uma tela durante todo o procedimento.

Quando comparada à via abdominal, a histerectomia laparoscópica é menos invasiva e, em geral, está associada a menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida.

laparoscopia
A histerectomia pode ser realizada por videolaparoscopia.

O tamanho do útero é um dos fatores considerados na escolha da via cirúrgica. Úteros muito volumosos podem tornar a laparoscopia mais complexa, embora o tamanho, isoladamente, não determine que a cirurgia precise ser abdominal.

A histerectomia laparoscópica pode ser utilizada no tratamento de diferentes condições, como miomas uterinos, adenomiose, hiperplasia endometrial e alguns casos de câncer de endométrio, dependendo das características de cada paciente.

adenomiose
A histerectomia laparoscópica pode ser realizada nos casos de adenomiose.

Qual a diferença entre histerectomia total e subtotal?

A histerectomia total é a retirada do corpo e do colo do útero. Já na histerectomia subtotal, o corpo do útero é retirado, mas o colo é preservado.

Atualmente, uma das principais razões para realizar uma histerectomia subtotal é reduzir a complexidade ou os riscos da cirurgia em situações específicas.

O colo do útero está localizado próximo a estruturas importantes da pelve, como bexiga, reto, ureteres, vasos sanguíneos e nervos. Em algumas pacientes, a anatomia dessa região pode estar bastante alterada, tornando a retirada do colo mais difícil e aumentando o risco de lesões nos órgãos próximos.

Isso pode acontecer, por exemplo, em mulheres com endometriose extensa, aderências importantes ou múltiplas cirurgias pélvicas anteriores. Nesses casos, desde que não exista uma doença que exija a retirada do colo, preservá-lo pode ser uma decisão tomada para tornar a cirurgia mais segura.

A histerectomia subtotal também pode ser realizada quando, durante a cirurgia, surge alguma complicação que torne necessário encerrar o procedimento mais rapidamente, como um sangramento importante.

histerectomia

Preservar o colo do útero evita prolapso genital?

Durante muito tempo, acreditou-se que manter o colo do útero poderia ajudar a preservar a sustentação dos órgãos pélvicos e reduzir o risco de prolapso genital.

Entretanto, atualmente não há evidências consistentes de que a histerectomia subtotal seja superior à histerectomia total na prevenção do prolapso genital.

A sustentação da vagina depende principalmente dos ligamentos e estruturas do assoalho pélvico. Durante a histerectomia total, essas estruturas podem ser utilizadas para proporcionar sustentação à parte superior da vagina após a retirada do útero.

Por isso, a decisão entre histerectomia total ou subtotal deve ser individualizada, considerando a doença que motivou a cirurgia, a anatomia da paciente e as condições encontradas durante o procedimento.

Quais são os cuidados antes da histerectomia?

Antes de realizar uma histerectomia, a paciente passa por uma avaliação pré-operatória para verificar suas condições de saúde e reduzir os riscos relacionados à cirurgia e à anestesia.

Os principais cuidados antes desta cirurgia incluem:

  • Exames pré-operatórios: podem ser solicitados exames de sangue e outros exames complementares, de acordo com a idade, as condições de saúde da paciente e o tipo de cirurgia que será realizada;
  • Avaliação pré-anestésica: antes da cirurgia, o anestesista avalia o histórico de saúde, doenças preexistentes, alergias e medicamentos utilizados pela paciente;
  • Jejum antes da cirurgia: a paciente deve seguir corretamente as orientações fornecidas pela equipe médica sobre o período de jejum para alimentos e líquidos;
  • Medicamentos de uso contínuo: alguns medicamentos podem ser mantidos normalmente, enquanto outros precisam ser suspensos ou ajustados antes da cirurgia. Por isso, é importante informar ao médico todos os medicamentos e suplementos utilizados;
  • Cuidados específicos: pacientes com diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares ou outras condições de saúde podem precisar de orientações e cuidados adicionais antes do procedimento.

Seguir corretamente as orientações pré-operatórias da histerectomia é importante para aumentar a segurança durante a cirurgia e facilitar a recuperação.

pre op
Os cuidados pré-operatórios são fundamentais para garantir uma cirurgia de sucesso.

Quais são os cuidados após a histerectomia?

Após a histerectomia, alguns cuidados são importantes para favorecer a cicatrização e reduzir o risco de complicações durante a recuperação.

A paciente deve iniciar caminhadas leves assim que estiver liberada para se levantar, geralmente já no primeiro dia após a cirurgia. Além de estimular o funcionamento do intestino, movimentar-se ajuda a reduzir o risco de formação de coágulos nas pernas (trombose).

A alimentação costuma ser retomada progressivamente após o procedimento, conforme a recuperação da paciente. É importante manter uma alimentação equilibrada e boa hidratação, inclusive para ajudar no funcionamento do intestino.

Durante o período de recuperação, a paciente deve evitar carregar peso e realizar exercícios físicos intensos. O momento adequado para retornar a essas atividades depende do tipo de histerectomia realizada e da evolução pós-operatória.

As relações sexuais com penetração vaginal também devem ser suspensas durante o período de cicatrização, principalmente após a histerectomia total, na qual existe uma sutura no fundo da vagina. Em geral, é necessário aguardar algumas semanas e a liberação do ginecologista antes de retomar a atividade sexual.

O acompanhamento pós-operatório é importante para avaliar a cicatrização e definir quando a paciente poderá retornar com segurança às suas atividades habituais.

pos op

Quais são os sinais de alerta após a histerectomia?

Durante a recuperação da histerectomia, é importante manter contato com a equipe médica e observar o aparecimento de sintomas que possam indicar alguma complicação.

A paciente deve procurar orientação médica caso apresente sinais como:

  • Febre;
  • Dor intensa ou que piora ao longo dos dias;
  • Sangramento vaginal intenso;
  • Corrimento vaginal com odor desagradável;
  • Vermelhidão, inchaço ou saída de secreção pela incisão cirúrgica;
  • Dificuldade para urinar;
  • Inchaço ou dor importante em uma das pernas;
  • Falta de ar ou dor no peito.

As recomendações após a histerectomia podem variar de acordo com a via cirúrgica, a doença tratada e as condições de saúde de cada paciente. Por isso, é importante seguir as orientações da equipe responsável pelo acompanhamento pós-operatório.

O que acontece com a produção de hormônios após a histerectomia?

Uma dúvida muito comum entre as mulheres que vão fazer uma histerectomia é: vou entrar na menopausa depois de retirar o útero?

Na maioria dos casos, a retirada do útero não provoca menopausa imediata quando os ovários são preservados. Isso acontece porque os principais hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, são produzidos pelos ovários, e não pelo útero.

Em mulheres mais jovens, os ovários geralmente são preservados, desde que não exista uma indicação específica para retirá-los. Dessa forma, eles continuam produzindo hormônios mesmo após a retirada do útero.

É importante saber, entretanto, que algumas mulheres podem apresentar uma redução da função dos ovários e entrar na menopausa mais cedo após a retirada do útero, mesmo quando os ovários são mantidos.

Quando os dois ovários são retirados antes da menopausa, ocorre uma queda abrupta dos hormônios ovarianos, chamada de menopausa cirúrgica. Nesse caso, podem surgir sintomas como ondas de calor, alterações do sono e ressecamento vaginal.

Após a menopausa, a decisão de manter ou retirar os ovários durante a histerectomia também deve ser individualizada, considerando idade, histórico familiar, risco de câncer, doenças dos ovários e os riscos e benefícios da retirada.

O que muda no corpo da mulher após a cirurgia de retirada do útero?

Após uma histerectomia, a mulher não pode mais engravidar, tanto na histerectomia total quanto na subtotal, pois o corpo do útero é retirado nas duas cirurgias.

Além disso, após a retirada do útero, a mulher não menstrua mais.

Entretanto, em algumas mulheres submetidas à histerectomia subtotal, uma pequena quantidade de tecido endometrial pode permanecer junto ao colo do útero. Nesses casos, podem ocorrer pequenos sangramentos cíclicos, geralmente discretos, mesmo após a cirurgia.

O que não muda após a cirurgia de retirada do útero?

A retirada do útero não significa o fim da vida sexual. A maioria das mulheres pode retomar normalmente as relações sexuais após o período de recuperação da cirurgia.

O útero não é o único órgão envolvido na resposta sexual feminina. Estruturas importantes para o prazer, como o clitóris e a vagina, permanecem após a remoção do útero.

Para muitas mulheres, a vida sexual pode permanecer semelhante ou até melhorar após a cirurgia, principalmente quando a cirurgia elimina problemas que prejudicavam as relações, como dor pélvica ou sangramentos.

Também é comum existir o medo de que a mulher fique “oca” por dentro após retirar o útero. Isso não acontece. A pelve contém diversos órgãos e estruturas, como bexiga, intestino, vasos sanguíneos, nervos e, quando preservados, ovários e trompas. Após a retirada do útero, as estruturas da pelve se acomodam e não permanece um espaço vazio dentro do corpo.

O que é normal e o que não é normal após a histerectomia?

Durante a recuperação da histerectomia, algumas alterações são esperadas. Entretanto, existem sintomas que podem indicar uma complicação e precisam de avaliação médica.

Após a histerectomia abdominal, é comum perceber alterações de sensibilidade ao redor da cicatriz, como dormência, formigamento, fisgadas ou sensação de queimação. Essas alterações acontecem pela lesão de pequenos nervos da pele durante a cirurgia e podem levar vários meses para desaparecer. Em algumas mulheres, pequenas áreas de dormência podem persistir por mais tempo.

Relação sexual após cirurgia ginecológica
Após a histerectomia abdominal, a mulher pode apresentar alterações de sensibilidade ao redor da cicatriz.

Nos primeiros dias ou semanas após uma histerectomia total, também pode ocorrer um pequeno sangramento ou secreção vaginal rosada, relacionado ao processo de cicatrização do fundo da vagina.

Outra alteração que pode acontecer após uma cirurgia é o eflúvio telógeno, um aumento temporário da queda de cabelo desencadeado pelo estresse que o organismo sofreu. Geralmente, a queda começa algumas semanas ou meses após a cirurgia e tende a melhorar espontaneamente com o passar do tempo.

queda de cabelo
A queda de cabelo é uma condição comum no pós-operatório.

Quais são os sinais de alerta após a histerectomia?

Alguns sintomas não devem ser considerados normais e precisam de avaliação médica, como:

  • Febre;
  • Dor abdominal intensa ou que piora progressivamente;
  • Sangramento vaginal intenso;
  • Secreção vaginal com odor desagradável;
  • Saída de pus ou secreção pela incisão abdominal;
  • Vermelhidão ou inchaço progressivo da ferida operatória;
  • Falta de ar ou dor no peito;
  • Dor ou inchaço importante em uma das pernas.

Caso algum desses sinais apareça durante o pós-operatório da histerectomia, a paciente deve entrar em contato com sua equipe médica ou procurar atendimento.

febre
A febre é um sinal de alerta no pós-operatório.

Quando procurar um ginecologista para avaliar a necessidade de histerectomia?

Se você recebeu uma indicação de histerectomia ou tem uma doença ginecológica que pode precisar de tratamento cirúrgico, é importante passar por uma avaliação para entender se a retirada do útero é realmente necessária e qual é a melhor técnica para o seu caso.

Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista especializada em Oncologia Ginecológica, com experiência na realização de cirurgias ginecológicas, incluindo a histerectomia.

Realizo histerectomia abdominal, vaginal e laparoscópica, e a escolha da via cirúrgica é feita de forma individualizada, considerando a doença que motivou a cirurgia e as características de cada paciente.

Durante a consulta, explico as possibilidades de tratamento, os benefícios e os riscos de cada opção para que você possa participar da decisão sobre o seu tratamento.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Quer me conhecer melhor? Clique aqui para saber o que pacientes reais falam sobre mim!

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Histerectomia vaginal

Miomas uterinos

Prolapso genital

Mais informações:

Manual MSD – Miomas uterinos

Imagens meramente ilustrativas (Banco de imagens: Shutterstock)

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