O que são as verrugas genitais?
As verrugas genitais são pequenas lesões elevadas que aparecem na pele ou na mucosa da região genital e são causadas por alguns subtipos do papilomavírus humano (HPV), principalmente os tipos 6 e 11.
Também chamadas de condilomas acuminados, elas representam a manifestação clínica mais comum da infecção pelos HPVs de baixo risco e estão entre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais frequentes.
Atualmente, são conhecidos mais de 200 subtipos de HPV. Cerca de 40 deles podem infectar a região genital e são divididos em dois grandes grupos:
- HPVs de baixo risco: não estão associados ao desenvolvimento de câncer. Podem causar verrugas genitais, sendo os subtipos 6 e 11 responsáveis pela grande maioria dos casos.
- HPVs de alto risco: podem causar alterações nas células do colo do útero, da vagina, da vulva, do ânus e de outras regiões, aumentando o risco de alguns tipos de câncer. Os subtipos 16 e 18 são os mais importantes desse grupo.
As verrugas genitais costumam aparecer como pequenas elevações da pele ou da mucosa, únicas ou múltiplas. Podem ter superfície lisa ou áspera e, quando crescem e se agrupam, assumem um aspecto semelhante ao de uma couve-flor ou de uma crista de galo. Elas podem surgir na vulva, vagina, colo do útero, períneo, região perianal e também no pênis e no escroto.
É importante lembrar que a maioria das pessoas infectadas pelo HPV nunca desenvolverá verrugas genitais, pois elas são causadas apenas por alguns subtipos do vírus.
Apesar de causarem desconforto estético e emocional, as verrugas genitais não se transformam em câncer, pois são causadas, na grande maioria das vezes, pelos subtipos 6 e 11 do HPV, que são considerados de baixo risco oncogênico.
Qual médico trata das verrugas genitais?
O médico responsável pelo diagnóstico e tratamento das verrugas genitais na região genital feminina é o ginecologista. Essas lesões podem surgir na vulva, na vagina, no colo do útero e na região perianal.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista, especialista em oncologia ginecológica, com ampla experiência no diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao HPV.
Em seu consultório, realiza a avaliação completa das pacientes com HPV, incluindo colposcopia, vulvoscopia e biópsias quando indicadas. Além disso, oferece diferentes opções de tratamento para as verrugas genitais, como laser de CO₂, cauterização química e eletrocauterização, sempre escolhendo a técnica mais adequada para cada caso.
Os atendimentos são realizados na Consolação, em São Paulo – SP, com uma abordagem individualizada, baseada em evidências científicas e focada tanto no tratamento das lesões quanto na prevenção de recorrências.

Veja depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:



Verrugas genitais: como são transmitidas?
A transmissão das verrugas genitais ocorre pelo contato direto com a pele ou a mucosa infectadas durante a relação sexual. Isso significa que o HPV pode ser transmitido durante o sexo vaginal, anal ou oral e mesmo quando não há penetração completa.
É importante destacar que o preservativo reduz significativamente o risco de transmissão, mas não oferece proteção completa. Isso acontece porque o HPV também pode estar presente em regiões que não ficam cobertas pela camisinha, como a vulva, o períneo, o púbis e a base do pênis. Por esse motivo, estima-se que o preservativo reduza o risco de transmissão em cerca de 70%, mas não o elimine completamente.
Como surgem as verrugas genitais?
As verrugas podem surgir isoladamente ou em grande número. Elas variam de tamanho e costumam ser pequenas elevações da pele ou da mucosa, de superfície lisa ou áspera. Quando crescem e se agrupam, adquirem um aspecto característico de couve-flor ou crista de galo.
As verrugas costumam apresentar uma elevada concentração de partículas virais. Por isso, quando estão presentes, o risco de transmissão do HPV para o parceiro é maior do que nas infecções sem lesões aparentes.
Na maioria das pessoas, a infecção permanece em estado latente. Ou seja, o vírus é controlado pelo sistema imunológico e nunca provoca sintomas ou lesões.
Em uma parcela dos pacientes, porém, os subtipos 6 e 11 conseguem estimular o crescimento das células da pele e da mucosa, levando ao aparecimento das verrugas genitais.

Como evitar o surgimento das verrugas genitais?
A forma mais eficaz de prevenir as verrugas genitais é a vacinação contra o HPV.
A vacina nonavalente protege contra nove subtipos do vírus, incluindo os tipos 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas genitais.

Além da vacinação, o uso do preservativo continua sendo recomendado. Embora ele não elimine completamente o risco de transmissão, reduz significativamente a chance de infecção e também protege contra diversas outras infecções sexualmente transmissíveis.
Mesmo quem já teve contato com o HPV pode se beneficiar da vacina. Ela pode:
- proteger contra subtipos do HPV aos quais a pessoa ainda não foi exposta;
- reduzir o risco de desenvolvimento de lesões relacionadas aos subtipos presentes;
- diminuir o risco de recorrência após o tratamento de lesões causadas pelo HPV.

Onde as verrugas do HPV aparecem?
As verrugas causadas pelo HPV podem surgir em praticamente qualquer região da pele ou da mucosa genital e perianal, tanto em homens quanto em mulheres. Elas também podem aparecer na boca e na garganta, pois alguns dos subtipos de HPV que infectam a região anogenital também podem infectar a mucosa oral.
Nos homens, as verrugas são mais frequentes na glande, no prepúcio, na haste do pênis, na bolsa escrotal, no ânus e na região perianal.
Nas mulheres, costumam surgir na vulva (grandes e pequenos lábios, períneo e púbis), na vagina, no colo do útero, no ânus e na região perianal.
Embora sejam menos comuns, as verrugas também podem aparecer na boca, na língua, no céu da boca e na garganta, principalmente após contato sexual oral.
Uma dúvida bastante comum é sobre as verrugas que aparecem nas mãos e nos pés durante a infância. Elas também são causadas pelo HPV, mas por subtipos diferentes daqueles que infectam a região genital.

Verrugas genitais podem virar câncer?
Não. As verrugas genitais típicas causadas pelo HPV não se transformam em câncer.
Isso acontece porque elas são provocadas, na grande maioria dos casos, pelos subtipos 6 e 11 do HPV, que são classificados como HPVs de baixo risco oncogênico. Esses subtipos estão associados ao surgimento dos condilomas (verrugas genitais), mas não ao desenvolvimento de câncer.
Por outro lado, existem os HPVs de alto risco, como os tipos 16 e 18. Esses vírus normalmente não causam verrugas. Em vez disso, podem provocar alterações nas células do colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus e de outras regiões, dando origem às chamadas lesões precursoras do câncer.
Por isso, é importante entender que verrugas genitais e lesões precursoras são doenças diferentes, causadas por grupos diferentes de subtipos do HPV.
Vale lembrar, entretanto, que uma mesma pessoa pode estar infectada por mais de um subtipo de HPV ao mesmo tempo. Assim, uma mulher pode apresentar verrugas genitais causadas por um HPV de baixo risco e, simultaneamente, ter uma infecção por um HPV de alto risco no colo do útero. É por esse motivo que a presença de verrugas não substitui a necessidade de realizar os exames preventivos, como o Papanicolau e, quando indicado, o teste para HPV.
Se eu tenho uma verruga, eu tenho uma infecção pelo HPV?
Nem sempre. Nem toda lesão elevada na região genital é uma verruga causada pelo HPV.
Existem diversas alterações benignas da pele e da mucosa que podem ser confundidas com verrugas genitais, como os papilomas vestibulares (uma variação normal da anatomia), os acrocórdons, a ceratose seborreica e os fibromas moles, entre outras.
Por isso, não é possível confirmar o diagnóstico apenas olhando uma “bolinha” na vulva. O exame realizado por um ginecologista é fundamental para diferenciar as verrugas do HPV de outras lesões que não têm relação com o vírus.
Por outro lado, quando o diagnóstico de verrugas genitais (condilomas acuminados) é confirmado, podemos afirmar que ela foi causada por uma infecção pelo HPV, geralmente pelos subtipos 6 ou 11.
Em resumo:
Nem toda bolinha na vulva é uma verruga. Mas verrugas genitais (condilomas acuminados) verdadeiras são causadas pelo HPV.
Como tratar as verrugas genitais?
O tratamento das verrugas genitais depende do número, do tamanho, da localização e da extensão das lesões. Por isso, não existe um tratamento único que seja o melhor para todos os pacientes.
Embora as verrugas genitais raramente estejam associadas ao câncer, elas costumam apresentar uma elevada carga viral e são altamente contagiosas. Por esse motivo, o tratamento é recomendado sempre que possível.
O primeiro passo é consultar um ginecologista para confirmar o diagnóstico e definir a melhor estratégia terapêutica.
Tratamentos químicos
Quando as verrugas são pequenas e pouco numerosas, podem ser utilizados medicamentos que promovem sua destruição ou estimulam a resposta imunológica local.
As principais opções incluem:
- Ácido tricloroacético (ATA): aplicado pelo médico diretamente sobre as verrugas, provocando sua destruição química.
- Imunomoduladores: medicamentos de uso tópico que estimulam o sistema imunológico a combater as células infectadas pelo HPV.
Esses tratamentos podem causar ardor, vermelhidão, dor e pequenas feridas durante o processo. Por isso, devem ser utilizados apenas conforme orientação médica.
Tratamentos físicos
Quando existem muitas verrugas, lesões maiores ou áreas extensas acometidas, normalmente optamos por métodos físicos de remoção.
As principais opções são:
- eletrocauterização;
- laser de CO₂;
- radiofrequência.
O objetivo desses procedimentos é destruir completamente a verruga preservando o máximo possível do tecido saudável. Uma destruição muito superficial pode favorecer a recorrência da lesão, enquanto uma destruição excessivamente profunda pode aumentar o risco de cicatrizes.
Cirurgia
Quando as verrugas são muito volumosas ou ocupam áreas extensas, pode ser necessária a remoção cirúrgica.
Nesses casos, o material retirado pode ser enviado para análise anatomopatológica (biópsia), principalmente quando existe alguma dúvida diagnóstica ou suspeita de outra doença associada.
O laser de CO₂ é uma boa opção?
O laser de CO₂ é uma das principais opções para o tratamento das verrugas genitais.
Sua principal vantagem é a precisão. O laser vaporiza apenas a lesão, preservando o tecido saudável ao redor. Isso costuma proporcionar um excelente resultado estético, menor sangramento durante o procedimento e uma cicatrização mais rápida.
Além disso, o laser permite tratar verrugas genitais de diferentes tamanhos e localizações, inclusive em regiões delicadas da vulva e da vagina.

O tratamento elimina o HPV?
Não.
O tratamento remove as verrugas, mas não elimina o vírus do organismo.
Após a remoção das lesões, cabe ao sistema imunológico controlar a infecção. Por isso, algumas pessoas podem apresentar novas verrugas meses ou anos depois, especialmente quando o HPV permanece ativo ou ocorre uma nova infecção.
É justamente por esse motivo que o acompanhamento médico continua sendo importante mesmo após o tratamento.
Verrugas genitais sempre aparecem em casos de HPV?
Não. Na maioria das pessoas infectadas pelo HPV, nenhuma verruga aparece ao longo da vida.
Após infectar o organismo, o HPV pode seguir diferentes caminhos. Na maior parte dos casos, o sistema imunológico consegue controlar a infecção, fazendo com que o vírus deixe de ser detectado pelos exames ou permaneça em estado de latência, sem causar qualquer alteração.
Em uma parcela menor das pessoas, a infecção persiste e pode provocar lesões. Quando o vírus pertence aos subtipos de baixo risco, como os tipos 6 e 11, essas lesões costumam se manifestar como verrugas genitais. Já os subtipos de alto risco, como os tipos 16 e 18, normalmente não causam verrugas, mas podem provocar alterações nas células que, se não forem identificadas e tratadas, podem evoluir para câncer.
O desenvolvimento ou não de lesões depende de diversos fatores, como a resposta imunológica, o subtipo do HPV, o tabagismo e outras características individuais. Por isso, duas pessoas infectadas pelo mesmo vírus podem ter evoluções completamente diferentes.
Após o tratamento, as verrugas genitais podem voltar?
Sim. As verrugas genitais podem voltar após o tratamento, embora isso não aconteça com todas as pessoas.
O tratamento remove as verrugas, mas não elimina diretamente o HPV do organismo. Após a destruição das lesões, cabe ao sistema imunológico controlar a infecção. Na maioria dos pacientes, isso acontece de forma eficaz e as verrugas nunca mais reaparecem.
Em alguns casos, porém, o HPV pode permanecer em estado de latência e voltar a causar novas verrugas genitais depois de semanas, meses ou até anos. Também é possível adquirir uma nova infecção por meio de um novo contato com o vírus.
O risco de recorrência varia de acordo com diversos fatores, como a resposta do sistema imunológico, o subtipo do HPV, o tabagismo, a presença de imunossupressão e a extensão das lesões iniciais.
Por isso, é importante manter o acompanhamento médico após o tratamento. Além de identificar precocemente uma eventual recorrência, as consultas permitem avaliar a necessidade de novos tratamentos e orientar medidas que ajudam a reduzir o risco de novas lesões, como a vacinação contra o HPV, quando indicada.
Como melhorar a imunidade?
Não existe um medicamento, um soro ou uma vitamina capaz de “aumentar a imunidade” de forma milagrosa e eliminar o HPV.
A resposta do organismo ao vírus depende de diversos fatores, como alimentação, qualidade do sono, prática de atividade física, tabagismo, consumo de álcool e doenças que afetam o sistema imunológico.
A boa notícia é que você pode adotar hábitos que favorecem o bom funcionamento das suas defesas naturais.
Tenha uma alimentação equilibrada
Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, proteínas e gorduras saudáveis fornece os nutrientes necessários para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Dietas muito restritivas ou baseadas em alimentos ultraprocessados podem prejudicar esse equilíbrio.

Pratique atividade física regularmente
A prática regular de exercícios físicos está associada a um melhor funcionamento do sistema imunológico e a um menor risco de diversas doenças. O importante é manter uma rotina compatível com a sua condição física, evitando tanto o sedentarismo quanto o excesso de treinamento.
Durma bem
Durante o sono, o organismo realiza diversos processos importantes para o equilíbrio da resposta imunológica. Dormir pouco ou ter um sono de má qualidade pode prejudicar essa função.
Controle o estresse
O estresse crônico pode alterar a resposta imunológica e está associado à maior dificuldade do organismo em controlar diversas infecções, incluindo o HPV. Encontrar estratégias para reduzir o estresse faz parte dos cuidados com a saúde como um todo.
Pare de fumar
O tabagismo é um dos principais fatores associados à persistência do HPV e ao desenvolvimento de lesões precursoras do câncer. Se você fuma, parar de fumar é uma das medidas mais importantes para a sua saúde.
Evite o consumo excessivo de álcool
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também pode prejudicar o funcionamento do sistema imunológico e deve ser evitado.
Reponha vitaminas apenas quando houver indicação
Vitaminas e suplementos podem ser necessários em situações específicas, como quando existe uma deficiência comprovada. No entanto, para a maioria das pessoas, não há evidências de que multivitamínicos ou suplementos “fortaleçam a imunidade” ou façam o HPV desaparecer.
A melhor estratégia continua sendo o básico bem feito: alimentação saudável, atividade física regular, sono de qualidade, controle do estresse e abandono do cigarro.
Esses hábitos não garantem que o HPV será eliminado, mas ajudam o organismo a funcionar da melhor forma possível e trazem benefícios para a saúde muito além da infecção pelo vírus.
Precisa de tratamento para verrugas genitais?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista, especialista em oncologia ginecológica.
Atendo mulheres de todas as idades e atuo na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das mais diversas doenças ginecológicas, incluindo as lesões causadas pelo HPV, como as verrugas genitais. Também realizo procedimentos e cirurgias tanto em consultório quanto em centro cirúrgico, sempre escolhendo a técnica mais adequada para cada paciente.
Acredito que um bom tratamento começa com um diagnóstico preciso e com uma conversa clara sobre todas as opções disponíveis. Por isso, durante as consultas, busco oferecer um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e voltado às necessidades de cada mulher.
Comigo, você participa ativamente das decisões sobre o seu tratamento e recebe todas as orientações necessárias para compreender o seu diagnóstico e seguir o acompanhamento com segurança e tranquilidade.
Se você procura uma ginecologista com experiência no tratamento das verrugas do HPV, será um prazer cuidar da sua saúde.

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