CAF – Cirurgia de Alta Frequência

Foto de Dra Giulia Cerutti

Dra Giulia Cerutti

Médica ginecologista

O que é a CAF (Cirurgia de Alta Frequência)?

A CAF (Cirurgia de Alta Frequência) é uma técnica cirúrgica utilizada em diversos procedimentos ginecológicos. Seu uso mais comum é no tratamento das lesões do colo do útero causadas pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente as lesões precursoras do câncer do colo do útero.

Por meio de uma fina alça metálica aquecida por corrente elétrica, a CAF permite remover a área alterada do colo do útero e cauterizar o tecido ao mesmo tempo, tornando o procedimento seguro e eficaz.

Neste artigo, você entenderá o que é a Cirurgia de Alta Frequência (CAF), quando ela é indicada, como é realizada, qual é a diferença entre CAF e conização, como é o pós-operatório e as principais dúvidas sobre esse procedimento.

Médica que realiza a CAF (Cirurgia de Alta Frequência)

A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica, área dedicada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos cânceres ginecológicos e de suas lesões precursoras.

Sua atuação inclui a avaliação das alterações causadas pelo HPV, a realização de exames como colposcopia e biópsia do colo do útero, além de procedimentos cirúrgicos como a CAF (Cirurgia de Alta Frequência) e a conização, indicados para o tratamento de lesões precursoras do câncer do colo do útero.

Formada em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), realizou residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Pérola Byington, um dos principais centros de referência em ginecologia e oncologia ginecológica do Brasil.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP), com uma abordagem individualizada, baseada em evidências científicas e em decisão compartilhada com cada paciente.

Veja estas avaliações de algumas pacientes da Dra. Giulia:

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Bárbara de Paula
19/09/2024
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A Dra Giulia foi muito atenciosa e a consulta foi excelente, esclarecendo todas as minhas dúvidas, explicando de forma detalhada sobre tudo e realizando novos exames. E o atendimento diferenciado já começou desde o momento do agendamento, com a Thainá, que foi muito gentil e atenciosa. Parabéns pelo profissionalismo e atendimento humanizado.
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Ceci
18/09/2024
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A Dra. Giulia é muito atenciosa, tirou todas as minhas dúvidas durante a consulta, fiquei mais de 1 hora em sua sala. Nunca uma médica me deu tanta atenção. Realizei colposcopia em seu consultório e não senti nenhuma dor, foi tranquilo. Eu amei o atendimento! Não largo mais essa médica! 😊
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Elaine Japiassu profile picture
Elaine Japiassu
17/09/2024
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A Dra Giulia é ótima!!! Explica tudo com muita clareza, tato e paciência. Sem contar o Nível de conhecimento e domínio sobre um assunto tão sério e delicado quanto o HPV.
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José Nunes profile picture
José Nunes
17/09/2024
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Dra Giulia é uma profissional incrível, muito atenciosa, tira todas as dúvidas, deixa a paciente à vontade...faz questão de explicar tudo muito detalhadamente, atende com excelência! Gratidão... Super recomendo! O atendimento pelo whatsapp também foi perfeito e com muita gentileza, meus agradecimentos à Thainá, super atenciosa....
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Priscila Camargo profile picture
Priscila Camargo
17/09/2024
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Dra. Giulia maravilhosa. Super atenciosa e nos deixou super tranquilas em relação ao procedimento. Gostaria também de agradecer a Tainá que nos atendeu super bem, desde o primeiro atendimento, explicando e tirando todas as dúvidas. Super recomendo!
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JULIANA BRAGANÇA
11/09/2024
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Passei em consulta com a Dra Giulia, e estou muito satisfeita, desde o atendimento telefônico, com a Tainá, que percebeu que meu problema era grave e rapidamente disponibilizou um horário. Quando meu marido e eu chegamos, fomos acolhidos, a Dra nos atendeu no horário, foi muito bom. Sei que meu problema deu mais trabalho do que de costume, mas ninguém deixou de me acolher. Agradeço a vocês e desejo que cresçam muito, cada vez mais. Logo volto para o laser e pretendo ficar acompanhando com a Dra. Mais uma vez, obrigada!
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Ana Luíza Müller
09/09/2024
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A Dra Giulia é uma GO incrível! Além de ser extremamente competente na sua área de atuação, me deixou muito confortável , foi bastante acolhedora e respondeu a todas as minhas dúvidas! O cuidado vai desde a marcação de consulta, a chegada no consultório e a recepção super acolhedora pela secretária Tainá, o atendimento que considera as questões físicas e subjetivas, até o momento pós-consulta!
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Patricia Kallyne profile picture
Patricia Kallyne
09/09/2024
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Foi a melhor consulta com ginecologista que já fui. Ambiente confortável e sem pressa. Ela explicou o meu caso com muita delicadeza e clareza. Comecei acompanhando pelo Instagram, e de lá, já aprendi muitas coisas! Fiz alguns exames com ela tbm e pretendo continuar o tratamento e consultas de rotina. Nota 10! Que eu tenha a sorte de achar outros especialistas na minha vida como a Dra. Giulia!

O que é o HPV?

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus transmitido principalmente por contato sexual que infecta a pele e as mucosas da região genital, anal e da boca e garganta. Estima-se que cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas entrarão em contato com o vírus em algum momento da vida.

Existem mais de 200 tipos de HPV, que podem ser divididos em dois grupos:

  • HPVs de baixo risco: estão associados principalmente ao surgimento das verrugas genitais, também chamadas de condilomas acuminados.
  • HPVs de alto risco: podem causar alterações nas células do colo do útero, da vagina e da vulva. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras e, quando não são diagnosticadas e tratadas, podem evoluir para câncer.

É importante lembrar que a maioria das pessoas infectadas pelo HPV elimina o vírus espontaneamente. Apenas uma pequena parcela desenvolve lesões relacionadas à infecção.

O que é uma lesão no colo do útero?

Após a infecção pelo HPV, três situações podem acontecer:

  • O sistema imunológico elimina o vírus espontaneamente;
  • O vírus permanece em estado de latência, sem causar qualquer alteração;
  • A infecção persiste e provoca uma lesão no colo do útero.

As lesões do colo do útero são causadas principalmente pelos tipos de HPV de alto risco. Embora a maioria das mulheres elimine o vírus naturalmente, alguns fatores aumentam a chance de persistência da infecção, como por exemplo:

  • Tabagismo
  • Imunossupressão
  • Coinfecções por outras ISTs
  • Alterações da microbiota vaginal.

Quando o HPV persiste, ele passa a interferir no funcionamento das células da camada mais superficial do colo do útero, chamada epitélio. Como consequência, essas células começam a se multiplicar de forma desorganizada, dando origem à Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC), considerada uma lesão precursora do câncer do colo do útero.

A NIC é classificada de acordo com a extensão das alterações no epitélio:

  • NIC 1: lesão de baixo grau.
  • NIC 2: lesão de alto grau.
  • NIC 3 (carcinoma in situ): lesão de alto grau que acomete praticamente toda a espessura do epitélio.

Enquanto a lesão permanece restrita ao epitélio, ela ainda não é um câncer. No entanto, se não for diagnosticada e tratada, pode atravessar a membrana basal, invadir os tecidos mais profundos e evoluir para um câncer do colo do útero.

É justamente para tratar essas lesões de alto grau e impedir essa progressão que, em muitos casos, a CAF (Cirurgia de Alta Frequência) é indicada.

nic
Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) – lesão precursora do câncer de colo de útero

Afinal, o que é a CAF (Cirurgia de Alta Frequência)? É a mesma coisa que conização?

Não. CAF e conização não são a mesma coisa.

A CAF (Cirurgia de Alta Frequência) é uma técnica cirúrgica que utiliza uma fina alça metálica aquecida por corrente elétrica para cortar e cauterizar o tecido ao mesmo tempo. Essa técnica pode ser empregada em diferentes procedimentos ginecológicos para tratar lesões causadas pelo HPV.

Na prática, o procedimento mais frequentemente realizado com a CAF é a conização, na qual é removido um fragmento do colo do útero contendo a lesão. Por esse motivo, muitas pessoas passaram a utilizar o termo “CAF” como sinônimo desse procedimento.

No entanto, a CAF também pode ser utilizada em outras situações, como na destruição de pequenas lesões do colo do útero. Ou seja, CAF é a técnica, enquanto conização é um procedimento que pode ser realizados por meio dessa técnica.

Neste artigo, utilizaremos o termo CAF para nos referirmos à remoção da área do colo do útero que contém a lesão, já que esse é o uso mais comum na prática clínica.

Quando a CAF (Cirurgia de Alta Frequência) é indicada?

A indicação da CAF (Cirurgia de Alta Frequência) depende principalmente do grau da lesão, da idade da paciente, do desejo reprodutivo, da possibilidade de acompanhamento e da presença de condições que aumentem o risco de progressão, como a imunossupressão.

De forma geral, a CAF costuma ser indicada nas seguintes situações:

  • NIC 1 persistente por dois anos ou mais, quando a lesão não regride espontaneamente;
  • NIC 2, na maioria das mulheres com 25 anos ou mais;
  • NIC 3, devido ao maior risco de progressão para câncer do colo do útero.

Por outro lado, a CAF nem sempre é necessária.

A NIC 1 é uma lesão de baixo grau e, na maioria das mulheres, desaparece espontaneamente, sendo recomendado apenas o acompanhamento com exames periódicos.

Já algumas mulheres com menos de 25 anos diagnosticadas com NIC 2 podem ser acompanhadas sem tratamento imediato, desde que atendam aos critérios clínicos e consigam realizar seguimento rigoroso.

Além disso, algumas condições, como imunossupressão (por exemplo, pessoas vivendo com HIV, transplantadas ou em uso de medicamentos imunossupressores), podem aumentar o risco de persistência e progressão das lesões. Nesses casos, a conduta deve ser individualizada pelo ginecologista.

Como é feita a CAF (Cirurgia de Alta Frequência)?

A CAF (Cirurgia de Alta Frequência) é um procedimento cirúrgico realizado com uma fina alça metálica aquecida por corrente elétrica, que permite cortar e cauterizar o tecido ao mesmo tempo. Durante o procedimento, o ginecologista remove a área do colo do útero que contém a lesão causada pelo HPV.

O fragmento retirado é enviado para exame anatomopatológico, que confirma o diagnóstico, avalia a extensão da lesão e verifica se ela foi completamente removida por meio da análise das margens cirúrgicas.

A CAF pode ser realizada em consultório ou em centro cirúrgico, dependendo das características da lesão, da técnica empregada e das condições de cada paciente.

Quando realizada em consultório, o procedimento é feito com anestesia local. Já em centro cirúrgico, podem ser utilizadas raquianestesia com sedação ou anestesia geral. Na grande maioria dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia.

conizacao
CAF – Cirurgia de Alta Frequência

Como é a recuperação da CAF (Cirurgia de Alta Frequência)?

A recuperação após a CAF (Cirurgia de Alta Frequência) costuma ser rápida e tranquila. Na maioria dos casos, a paciente apresenta apenas cólicas leves nos primeiros dias e pode retornar às atividades habituais em pouco tempo, conforme orientação do ginecologista.

Durante o período de cicatrização, é normal observar saída de secreção vaginal rósea, amarronzada, avermelhada ou amarelada por alguns dias. Entre o 10º e o 14º dia após o procedimento, também pode ocorrer um discreto aumento do sangramento devido à queda da crosta formada no colo do útero. Esse sangramento costuma ser esperado e faz parte do processo normal de cicatrização.

No entanto, é importante procurar atendimento médico caso ocorram:

  • Sangramento vaginal intenso;
  • Secreção com odor forte ou aspecto de pus;
  • Febre;
  • Dor pélvica intensa.

Para favorecer uma boa cicatrização, geralmente são recomendados alguns cuidados após a CAF:

  • Evitar relações sexuais por 30 a 45 dias;
  • Evitar atividade física intensa por 15 a 30 dias, conforme orientação médica;
  • Evitar piscina, mar e banheira por cerca de 30 dias.

O tempo de recuperação pode variar de acordo com a extensão da cirurgia e as características de cada paciente. Por isso, siga sempre as orientações do seu ginecologista e compareça às consultas de retorno.

A lesão pode voltar após a CAF (Cirurgia de Alta Frequência)?

Sim. Embora a CAF (Cirurgia de Alta Frequência) seja um tratamento altamente eficaz para a Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC), ela remove a lesão, mas não elimina o HPV do organismo.

Por isso, algumas mulheres podem desenvolver novas lesões no futuro, principalmente quando a infecção pelo HPV persiste ou quando existem fatores que dificultam sua eliminação, como tabagismo e imunossupressão.

Outro fator importante é o resultado do exame anatomopatológico da peça cirúrgica. Quando as margens cirúrgicas estão livres de lesão, o risco de recidiva é menor. Já quando as margens estão comprometidas, existe maior chance de persistência ou recorrência da NIC, tornando o acompanhamento ainda mais importante.

Além do seguimento periódico com o ginecologista, a vacinação contra o HPV também tem um papel importante. Estudos mostram que a vacina reduz o risco de novas lesões em mulheres que já foram tratadas por NIC, sendo recomendada mesmo após a realização da CAF.

vacina para hpv
A vacina contra o HPV deve ser feita inclusive em pacientes que já tiveram lesão causada pelo HPV.

Como é o acompanhamento após a CAF (Cirurgia de Alta Frequência)?

O acompanhamento após a CAF (Cirurgia de Alta Frequência) é uma etapa fundamental do tratamento. Embora a cirurgia remova a lesão, ela não elimina o HPV do organismo. Por isso, algumas mulheres podem desenvolver novas lesões ao longo do tempo, tornando o seguimento periódico essencial para detectar precocemente qualquer alteração e prevenir o câncer do colo do útero.

O esquema de acompanhamento depende, principalmente, do resultado do exame anatomopatológico da peça cirúrgica, especialmente da avaliação das margens.

  • Margens livres de lesão ou comprometidas apenas por NIC 1: geralmente é recomendado acompanhamento com Papanicolau, associado ou não à colposcopia, a cada 6 meses, durante 1 ano.
  • Margens comprometidas por NIC 2 ou NIC 3: o risco de persistência ou recorrência da lesão é maior. Nesses casos, o acompanhamento costuma ser realizado com Papanicolau e colposcopia a cada 6 meses, por 2 anos.

Após esse período, a frequência dos exames passa a depender da evolução clínica e dos resultados obtidos durante o seguimento, sempre conforme a avaliação do ginecologista.

colposcopia
A colposcopia deve sempre ser feita em caso de margens comprometidas.

Precisa fazer uma CAF?

Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica.

Atendo mulheres de todas as idades, atuando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das mais diversas doenças ginecológicas, com experiência no manejo das alterações causadas pelo HPV e das lesões precursoras do câncer do colo do útero. Também realizo exames, procedimentos e cirurgias ginecológicas em consultório e em centro cirúrgico, incluindo a CAF (Cirurgia de Alta Frequência).

Meu objetivo é oferecer um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e centrado nas necessidades de cada paciente. Durante a consulta, procuro compreender sua saúde de forma integral, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também o impacto emocional que o diagnóstico pode causar.

Acredito na decisão compartilhada. Por isso, você terá tempo para esclarecer suas dúvidas, compreender as opções de tratamento e participar ativamente das decisões sobre a sua saúde.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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