O que é bexiga baixa?
Bexiga baixa, também chamada de bexiga caída, cistocele ou prolapso da bexiga, é uma condição em que a bexiga perde parte do seu suporte e passa a fazer uma saliência na parede anterior da vagina.
Muitas mulheres percebem a bexiga baixa como uma “bola” na vagina, principalmente ao fazer força, permanecer muito tempo em pé ou no final do dia. Em casos mais avançados, essa saliência pode até ultrapassar a entrada da vagina.
No entanto, é importante saber que nem toda mulher que sente uma “bola” na região íntima está apenas com a bexiga baixa. Em muitos casos, outros órgãos da pelve, como o útero, o reto ou o intestino, também podem estar prolapsados. Por isso, a avaliação ginecológica é fundamental para identificar exatamente quais estruturas estão comprometidas e indicar o tratamento mais adequado.
Continue lendo para entender.
Qual é o médico que trata da bexiga baixa?
A bexiga baixa (cistocele) deve ser avaliada por um médico ginecologista, preferencialmente com experiência no tratamento dos prolapsos dos órgãos pélvicos e em cirurgias vaginais.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com experiência em cirurgias ginecológicas e formação em Cirurgia Vaginal pelo Hospital Evangélico de Londrina, área diretamente relacionada ao tratamento da cistocele e de outros prolapsos genitais.
Durante a consulta, são avaliados o grau do prolapso, os sintomas, a presença de outras alterações associadas e o impacto na qualidade de vida. A partir dessa avaliação, é possível definir se o melhor tratamento é conservador ou cirúrgico.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja o que as pacientes que fizeram cirurgias com a Dra. Giulia falam sobre ela:



O que é bexiga baixa?
Bexiga baixa, também chamada de bexiga caída, é o nome popular dado à cistocele, ou prolapso da bexiga. Para entender melhor essa condição, primeiro é importante saber o que é um prolapso.
Prolapso é o deslocamento de um órgão da sua posição normal, causado pelo enfraquecimento dos músculos e dos tecidos de sustentação da pelve. No caso da cistocele, a bexiga perde parte desse suporte e passa a fazer uma saliência na parede anterior da vagina.
Muitas mulheres percebem a bexiga baixa como uma “bola” na vagina. Nos casos mais avançados, essa saliência pode ultrapassar a entrada da vagina.
No entanto, nem sempre essa “bola” corresponde apenas à bexiga. É comum que outros órgãos da pelve também estejam prolapsados ao mesmo tempo.
Os principais tipos de prolapso genital são:
- Prolapso uterino: descida do útero.
- Cistocele: prolapso da bexiga (bexiga baixa ou bexiga caída).
- Retocele: prolapso do reto em direção à vagina.
- Prolapso de cúpula vaginal: descida do fundo da vagina em mulheres que já retiraram o útero.
Esses prolapsos podem ocorrer de forma isolada ou associados. Por exemplo, uma mulher pode apresentar apenas uma bexiga baixa, enquanto outra pode ter uma cistocele associada ao prolapso uterino ou a outros tipos de prolapso genital.

Quais são as causas do prolapso genital?
O prolapso genital ocorre quando os músculos, ligamentos e outros tecidos de sustentação do assoalho pélvico deixam de sustentar adequadamente os órgãos da pelve, como a bexiga, o útero e o reto.
Com o enfraquecimento dessas estruturas, ou quando elas são submetidas repetidamente ao aumento da pressão dentro do abdome, esses órgãos podem se deslocar da sua posição habitual, dando origem ao prolapso genital.
No caso da bexiga baixa (cistocele), ocorre uma perda do suporte da bexiga, que passa a fazer uma saliência na parede anterior da vagina.
Os principais fatores de risco para o prolapso genital são:
- Partos vaginais: o risco aumenta com o número de partos, principalmente quando ocorrem lacerações perineais.
- Gestação: independentemente da via de parto, o peso da gravidez aumenta a sobrecarga sobre o assoalho pélvico.
- Envelhecimento: ocorre perda da força muscular e da elasticidade dos tecidos de sustentação.
- Predisposição genética.
- Doenças do tecido conjuntivo, como as síndromes de Marfan e de Ehlers-Danlos.
- Sobrepeso e obesidade, devido ao aumento da pressão sobre o assoalho pélvico.
- Tosse crônica, comum em algumas doenças respiratórias e em fumantes.
- Constipação intestinal crônica, pelo esforço repetitivo para evacuar.
- Atividades que aumentam repetidamente a pressão intra-abdominal, incluindo alguns exercícios físicos de alto impacto.
Bexiga baixa é a mesma coisa que perda de urina?
Não. Bexiga baixa (cistocele) e incontinência urinária são problemas diferentes.
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Ela pode ocorrer ao tossir, espirrar, fazer esforço físico ou até mesmo quando surge uma vontade súbita e intensa de urinar.
Já a bexiga baixa é um tipo de prolapso genital, no qual a bexiga perde seu suporte e passa a fazer uma saliência na parede anterior da vagina. Muitas mulheres percebem essa alteração como uma “bola” na vagina.
Embora essas duas condições possam estar presentes na mesma paciente, uma não depende da outra. É possível ter bexiga baixa sem perder urina, assim como é possível apresentar incontinência urinária sem qualquer grau de prolapso da bexiga.
Além disso, o tratamento das duas condições é diferente. A correção da bexiga baixa é feita por meio da colpoplastia anterior, que é uma cirurgia para reparar o prolapso da bexiga. Essa cirurgia pode ou não ser associada a outros procedimentos, como a perineoplastia, dependendo das alterações encontradas no exame físico.
Já a incontinência urinária de esforço costuma ser tratada com a cirurgia de sling, quando existe indicação cirúrgica, e também pode ser tratada com medicações, laser íntimo e/ou fisioterapia pélvica.
Por isso, antes de indicar qualquer procedimento, é fundamental que a mulher seja avaliada por um ginecologista para identificar a causa dos sintomas e definir o tratamento mais adequado para o seu caso.
Qual é o tratamento do prolapso genital?
O tratamento do prolapso genital depende de qual órgão está prolapsado, da gravidade do prolapso, dos sintomas apresentados e das características de cada paciente.
Nem todas as mulheres precisam de cirurgia. Nos casos leves ou quando os sintomas são discretos, podem ser indicadas medidas conservadoras, como fisioterapia do assoalho pélvico e, em situações selecionadas, o uso de pessário vaginal.
Quando o prolapso causa sintomas importantes ou compromete a qualidade de vida, o tratamento costuma ser cirúrgico. Na maioria das vezes, a cirurgia é realizada por via vaginal, utilizando técnicas específicas para corrigir o órgão acometido.
É comum que mais de um órgão esteja prolapsado ao mesmo tempo. Nesses casos, o ginecologista pode associar diferentes procedimentos durante a mesma cirurgia para corrigir todas as alterações identificadas.
O que é a colpoplastia?
A colpoplastia é a cirurgia utilizada para corrigir alguns tipos de prolapso genital, restaurando o suporte dos órgãos da pelve e reposicionando-os em sua localização anatômica.
Esse procedimento é realizado em centro cirúrgico, geralmente sob raquianestesia associada à sedação, embora outras modalidades de anestesia possam ser utilizadas de acordo com cada caso.
A colpoplastia anterior é indicada para o tratamento da cistocele (bexiga baixa). Já a colpoplastia posterior é utilizada para corrigir a retocele, que é o prolapso do reto em direção à vagina.
Quando existe também uma ruptura ou frouxidão importante do períneo, a perineoplastia pode ser realizada no mesmo tempo cirúrgico para reconstruir a musculatura perineal.
É importante lembrar que a colpoplastia não trata a incontinência urinária. Quando a mulher apresenta perda urinária por esforço, pode ser necessária uma cirurgia específica, chamada sling.
Assim, quando há indicação, é possível realizar colpoplastia, perineoplastia e cirurgia de sling no mesmo procedimento cirúrgico, corrigindo todas as alterações identificadas durante a avaliação ginecológica.
O que é a histerectomia vaginal?
A histerectomia vaginal é a cirurgia para retirada do útero por via vaginal, sem a necessidade de cortes na barriga. Ela é uma das principais opções de tratamento para mulheres com prolapso uterino (queda do útero).
Como o prolapso uterino frequentemente está associado à bexiga baixa (cistocele), à retocele e à frouxidão do períneo, é comum que a histerectomia vaginal seja realizada no mesmo tempo cirúrgico que outros procedimentos, como a colpoplastia anterior, a colpoplastia posterior e, quando indicada, a perineoplastia.
Em comparação com a histerectomia abdominal, a histerectomia vaginal costuma oferecer diversas vantagens, como:
- Menor risco de complicações relacionadas à via de acesso;
- Menor dor no pós-operatório;
- Recuperação mais rápida;
- Ausência de cicatrizes na barriga.
A escolha da técnica cirúrgica deve ser individualizada e depende do grau do prolapso, dos órgãos acometidos, das características da paciente e da avaliação do ginecologista.
É importante destacar que a histerectomia vaginal não é realizada apenas para tratar o prolapso uterino. Essa via de acesso também pode ser utilizada em mulheres sem prolapso, desde que existam condições anatômicas favoráveis e indicação para a retirada do útero.
Correção do prolapso de cúpula vaginal
Mulheres que já retiraram o útero também podem apresentar um tipo de prolapso chamado prolapso de cúpula vaginal, que corresponde à descida da parte mais profunda da vagina.
Uma das principais cirurgias para tratar essa condição é a colpofixação sacroespinhal. Nesse procedimento, o fundo da vagina é fixado ao ligamento sacroespinhoso, restaurando o suporte da vagina e corrigindo o prolapso.
Outra opção é a colpocleise, procedimento em que o canal vaginal é fechado para impedir a exteriorização do prolapso.
A colpocleise é uma cirurgia menos complexa e costuma ser indicada para mulheres que não desejam manter relações sexuais com penetração vaginal, pois, após o procedimento, a penetração deixa de ser possível.
Pessários
Nem todas as mulheres com bexiga baixa ou outros tipos de prolapso genital precisam ou desejam realizar uma cirurgia.
Nesses casos, uma alternativa é o pessário vaginal. Trata-se de um dispositivo de silicone, geralmente em formato de anel, que é introduzido na vagina para sustentar os órgãos prolapsados, reduzindo os sintomas causados pelo prolapso.
Os pessários podem ser indicados para mulheres que apresentam alto risco cirúrgico, possuem outras doenças que contraindicam a cirurgia, desejam adiar o procedimento ou simplesmente preferem um tratamento conservador.
Embora não corrijam definitivamente o prolapso, os pessários podem proporcionar melhora importante dos sintomas e da qualidade de vida quando corretamente indicados e acompanhados pelo ginecologista.

Como é o pós-operatório da cirurgia de prolapso genital?
A maioria das cirurgias para correção do prolapso genital é realizada por via vaginal, sem cortes na barriga. Por isso, a recuperação costuma ser rápida e, na maior parte dos casos, a dor é leve.
Dependendo do procedimento realizado e da evolução da paciente, a alta hospitalar pode ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia.
Durante o pós-operatório, alguns cuidados são importantes para favorecer uma boa cicatrização:
- Evitar atividade física intensa por cerca de 60 dias;
- Evitar relações sexuais por aproximadamente 45 dias;
- Seguir corretamente todas as orientações do ginecologista.
As atividades habituais do dia a dia, como caminhar, cozinhar e realizar tarefas leves, geralmente podem ser retomadas precocemente. O retorno ao trabalho depende do tipo de atividade exercida e da recuperação de cada paciente.
Após o período de cicatrização, a mulher normalmente pode voltar a ter relações sexuais. Quando bem indicada e realizada, a cirurgia não costuma comprometer a função sexual nem os hábitos urinários ou intestinais.
Caso surjam sintomas como febre, sangramento intenso, secreção com odor forte ou dor progressivamente mais intensa, é importante procurar o ginecologista para uma reavaliação.

Está com bexiga baixa?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica e experiência em cirurgias vaginais para o tratamento do prolapso genital.
Realizo o diagnóstico e o tratamento da bexiga baixa (cistocele) e de outros prolapsos dos órgãos pélvicos. Quando há indicação cirúrgica, realizo procedimentos como colpoplastia, perineoplastia, histerectomia vaginal, correção do prolapso de cúpula vaginal e colpocleise, sempre definindo a técnica mais adequada de acordo com as características de cada paciente.
Durante a consulta, avalio o grau do prolapso, identifico quais órgãos estão acometidos, esclareço todas as dúvidas sobre o tratamento e explico as vantagens, limitações e os cuidados relacionados a cada procedimento. A decisão terapêutica é sempre individualizada e compartilhada com a paciente.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).
Se você apresenta sintomas de bexiga baixa ou deseja uma avaliação especializada, agende sua consulta.

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Imagens meramente ilustrativas (Banco de imagens: Shutterstock)



