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Dra Giulia Cerutti

Médica ginecologista

A candidíase é uma das infecções ginecológicas mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que cerca de 3 a cada 4 mulheres apresentarão pelo menos um episódio de candidíase ao longo da vida.

Essa infecção, além de muito frequente, é uma das principais causas de corrimento e desconforto na região íntima feminina.

Muitas mulheres ainda enfrentam episódios repetidos de candidíase, o que pode gerar ansiedade, insegurança e impactar de forma significativa o dia a dia e a qualidade de vida.

Médica que cuida de candidíase vaginal

A Dra. Giulia Cerutti é ginecologista com ampla experiência no tratamento de candidíase vaginal, e já ajudou diversas mulheres com esta condição. Atua no bairro da Consolação, em São Paulo – SP.

A Dra. Giulia entende o quanto é frustrante lidar com a candidíase vaginal constante e a sensação de que nenhum tratamento traz resultados duradouros.

Ao invés de simplesmente prescrever pomadas e remédios, ela vai atrás da causa do problema, oferecendo um diagnóstico preciso. Por isso, em suas consultas, ela realiza o exame de microscopia do conteúdo vaginal.

E mais: ela vai te acompanhar em cada etapa do tratamento, garantindo que a infecção não volte e que você finalmente conquiste a cura de forma eficaz.

Formada em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Pérola Byington, a Dra. Giulia tem mais de 10 anos de experiência cuidando da saúde íntima de mulheres de várias idades.

Ela atende no bairro da Consolação, em São Paulo – SP.

O que é a candidíase?

A candidíase é uma infecção causada por fungos. Essa infecção é causada principalmente por Candida albicans, mas também pode ser causada por outros tipos de Candida (Candida não albicans).

A Candida pode se apresentar de duas formas: uma em que o fungo apenas se multiplica na região, chamada de “colonização“, e outra em que ele invade os tecidos, chamada de “forma invasora“.

Desta forma, a Candida pode estar presente de forma natural no corpo humano, mas, em algumas situações, pode se tornar um problema, causando sintomas desagradáveis.

Apesar de necessitarem de um tratamento mais difícil e específico, as espécies de Candida não albicans causam sintomas menos intensos,

O que posso sentir se estiver com candidíase?

Os principais sintomas são:

  • Coceira na região da vulva e da vagina
  • Corrimento vaginal branco, parecido com leite coalhado
  • Ardência ao urinar e durante a relação sexual
  • Ardência e vermelhidão na vulva
  • A coceira intensa pode causar lesões na pele, deixando a vulva machucada e com fissuras.

Mas atenção: esses sintomas podem ser causados por outras infecções vaginais, como é o caso da vaginose citolítica.

Além disso, nem todas as mulheres apresentam todos os sintomas!

candidiase de repeticao
A coceira é um dos principais sintomas.

Existe algum fator de risco para desenvolver candidíase?

Diversos fatores aumentam o risco, tais como:

  • Gravidez.
  • Uso de antibióticos: Eles podem eliminar as bactérias boas que protegem a vagina, permitindo que o fungo cresça mais.
  • Sistema imunológico enfraquecido: Pessoas que fazem tratamento com remédios que reduzem a imunidade (como corticoides) ou que passaram por transplantes.
  • Diabetes mellitus.
  • Higiene íntima excessiva ou com produtos irritantes.
  • Roupas justas e sintéticas: Retêm calor e umidade.

gravidez
A gravidez, por si só, é um fator de risco.

Como ter certeza do meu diagnóstico?

O diagnóstico da candidíase é feito por meio do exame microscópico do conteúdo vaginal, que permite observar a presença do fungo.

Esse exame é fundamental porque algumas infecções genitais podem ter sintomas muito parecidos com os da candidíase.

Com um diagnóstico preciso, é possível indicar o tratamento mais adequado e eficaz. Já um tratamento incorreto, além de não resolver o problema, pode causar novos desconfortos.

microscopio
A melhor maneira diagnosticar a candidíase de maneira precisa é por meio do exame microscópico do conteúdo vaginal.

A coleta para o exame microscópico é simples, rápida e não causa dor. Utilizamos um espéculo para visualizar a vagina e, em seguida, coletamos o material das paredes vaginais com um swab – que é parecido com um cotonete.

Devemos tomar alguns cuidados antes de realizar o exame microscópico:

  • Não ter relações sexuais nas 48h anteriores ao exame.
  • Evitar o uso de duchas, cremes ou óvulos vaginais.
  • Não realizar o exame durante o período menstrual.
  • Informar o médico sobre uso recentes de antibióticos ou antifúngicos.

Atenção! Nem toda coceira é candidíase. Apenas 35 a 65% das mulheres com coceira têm a candidíase como causa.

O Papanicolaou não é o exame mais indicado para diagnosticar a candidíase. Isso porque a presença do fungo Candida nem sempre significa que ele está causando a infecção – muitas vezes, ele pode estar apenas presente de forma natural (comensal) na região genital, sem provocar sintomas.

exame de papanicolau
O Papanicolaou não é um exame adequado para o diagnóstico de candidíase.

E a cultura para fungos?

Esse exame é indicado nos casos de candidíase de repetição ou quando há suspeita de Candida não albicans.

Isso porque 20 a 30% das Candida albicans e 50% das espécies de Candida não albicans se apresentam na forma de colonização, e não de infecção.

Nessas situações, além da cultura, também é feito o antifungigrama – um teste que mostra a sensibilidade do fungo a cada medicamento. Assim, conseguimos escolher o tratamento mais eficaz para cada caso.

Pelo mesmo motivo, o exame de PCR (biologia molecular) também não deve ser realizado pra o diagnóstico da candidíase.

Apenas por meio da microscopia é que conseguimos determinar quais formas de Candida estão presentes.

Classificação

A candidíase pode ser classificada em “não complicada” e “complicada”.

Candidíase não complicada:

  • Acontece em até 2 episódios por ano.
  • Os sintomas são leves ou moderados.
  • Causada pela Cândida albicans.
  • Afeta pessoas com sistema imunológico saudável.

Candidíase complicada

Afeta cerca de 8% das mulheres com candidíase. Para ser classificada como complicada, é necessário pelo menos um dos seguintes critérios:

  • Acontece 3 ou mais vezes por ano.
  • Os sintomas são mais intensos.
  • Causada por Cândidas não albicans.
  • Acomete pessoas imunossuprimidas.
  • Acomete gestantes.

A candidíase complicada pode ser mais difícil de tratar e depende de alguns fatores:

  • Do fungo: A gravidade da infecção pode variar de acordo com a força do fungo (virulência), o tipo de Candida e a resistência do fungo aos medicamentos.
  • Da paciente: Fatores como genética, hábitos pessoais de higiene, sistema imunológico e a saúde da microbiota vaginal (o conjunto de microrganismos que vivem na região vaginal) influenciam o desenvolvimento da infecção.

tratamento do liquen

O que aumenta o risco de uma mulher ter candidíase complicada?

Alguns fatores aumentam o risco:

  • Atopia: Tendência a ter reações alérgicas.
  • Hipersensibilidade: Reações a substâncias como sêmen ou produtos vaginais.
  • Sexo frequente (mais de 4 vezes por semana): O sêmen tem substâncias que podem modificar a microbiota vaginal.
  • Gravidez.
  • Diabetes descontrolado.
  • Uso de antibióticos: Eles podem matar as bactérias boas da vagina, permitindo que o fungo cresça.
  • Sistema imunológico enfraquecido: Pessoas com doenças ou em tratamento que diminuem a imunidade (como após transplantes ou uso de medicamentos imunossupressores) têm mais risco.
  • Fatores genéticos: Algumas pessoas têm predisposição genética para desenvolver candidíase com mais facilidade.

Diabetes descompensado é uma causa de candidíase complicada.

Tratamento da candidíase

A candidíase é tratada com antifúngicos, que podem ser tópicos (pomadas vaginais) ou por via oral (comprimidos).

O tratamento da forma não complicada da doença dura de 1 a 3 dias. Já a forma complicada exige um tratamento mais prolongado, de 7 a até 21 dias, dependendo do caso.

O manejo da candidíase de repetição se baseia em três passos:

  • Terapia de remissão: O tratamento com antifúngicos deve ser mais longo e intensivo para evitar que a infecção volte.
  • Controle precoce da cura: Antes de começar o tratamento preventivo, é importante garantir que a infecção tenha sido completamente curada, por meio da microscopia do conteúdo vaginal.
  • Prevenção de novas infecções (profilaxia): O tratamento preventivo pode durar até 6 meses para evitar recorrências.

Mas atenção: quando a infecção é causada por Candida não albicans, o tratamento deve ser mais direcionado e específico, guiado pelo antifungigrama.

Quando os sintomas estão muito intensos, ainda podemos fazer compressas frias com chá de camomila na região íntima.

Além dos medicamentos, é importante que a mulher adote mudanças em seus hábitos de vida e de higiene íntima, como veremos a seguir.

O(a) parceiro(a) não precisa de tratamento, já que a candidíase não é uma infecção sexualmente transmissível.

Como prevenir a candidíase?

Algumas mudanças simples nos hábitos e nos cuidados com a higiene íntima podem ajudar a diminuir o risco de desenvolver candidíase:

  • Evitar roupas íntimas de tecidos sintéticos (preferir as que são 100% algodão)
  • Evitar usar calças muito justas (preferir opções mais larguinhas)
  • Prefira sabonetes íntimos com pH ácido, sem corantes e sem cheiro
  • Evite duchas vaginais ou produtos perfumados na região íntima
  • Durma sem calcinha quando for possível
  • Deixe a calcinha secando em local fresco e arejado
  • Usar preservativo nas relações sexuais

Precisa de ajuda?

Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista. Realizo atendimentos em ginecologia para mulheres de todas as idades.

Atuo na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das mais diversas doenças.

Tenho ampla experiência no tratamento da candidíase e, no meu consultório, realizo o exame de microscopia do conteúdo vaginal. Esse exame permite um diagnóstico preciso, garantindo um tratamento adequado e um acompanhamento eficaz.

Busco dar um atendimento único e que atenda às minhas pacientes de maneira integral. Comigo, você terá participação na decisão de seu tratamento.

Ainda tem dúvidas sobre candidíase vaginal ou precisa de tratamento? Clique no botão abaixo e agende a sua consulta agora mesmo!

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