O que é corrimento vaginal?
O corrimento vaginal é uma alteração do conteúdo vaginal, que pode acontecer por diferentes causas, como infecções, desequilíbrios da flora vaginal, inflamações ou irritações da região íntima.
É importante lembrar que toda mulher pode apresentar um conteúdo vaginal normalmente. A vagina produz conteúdos naturais, que podem variar de quantidade e aspecto ao longo do ciclo menstrual e não significam necessariamente que existe alguma doença.
O corrimento vaginal costuma chamar atenção quando ocorre uma mudança na cor, no cheiro, na quantidade ou na consistência da secreção, principalmente quando vem acompanhado de sintomas como coceira, ardência, dor, mau odor ou desconforto na relação sexual.
Entre as principais causas de corrimento vaginal estão a candidíase, vaginose bacteriana, tricomoníase, cervicite aguda e vaginose citolítica.
Neste artigo, você vai entender quais são as principais causas de corrimento vaginal, como identificar cada uma delas, como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos.
Quem é a médica que cuida do corrimento vaginal?
A Dra. Giulia Cerutti é ginecologista com ampla experiência no tratamento de corrimento vaginal, e já ajudou diversas mulheres com esta condição. Atua no bairro da Consolação, em São Paulo – SP.
A Dra. Giulia entende o quanto é frustrante lidar com o corrimento vaginal constante e a sensação de que nenhum tratamento traz resultados duradouros.
Ao invés de simplesmente prescrever pomadas e remédios, ela vai atrás da causa do problema, oferecendo um diagnóstico preciso.
E mais: ela vai te acompanhar em cada etapa do tratamento, garantindo que o corrimento vaginal não volte e que você finalmente conquiste a cura de forma eficaz.
Chega de tratamentos que não funcionam! Agende sua consulta e descubra o tratamento que realmente vai fazer a diferença para você.
Formada em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Pérola Byington, a Dra. Giulia tem mais de 10 anos de experiência cuidando da saúde íntima de mulheres de várias idades.

Veja algumas opiniões de pacientes que já se consultaram com a Dra. Giulia:
EXCELENTE
Com base em 104 avaliações
Publicado em Google![]()
Bárbara de Paula19/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A Dra Giulia foi muito atenciosa e a consulta foi excelente, esclarecendo todas as minhas dúvidas, explicando de forma detalhada sobre tudo e realizando novos exames. E o atendimento diferenciado já começou desde o momento do agendamento, com a Thainá, que foi muito gentil e atenciosa. Parabéns pelo profissionalismo e atendimento humanizado.Publicado em Google![]()
Ceci18/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A Dra. Giulia é muito atenciosa, tirou todas as minhas dúvidas durante a consulta, fiquei mais de 1 hora em sua sala. Nunca uma médica me deu tanta atenção. Realizei colposcopia em seu consultório e não senti nenhuma dor, foi tranquilo. Eu amei o atendimento! Não largo mais essa médica! 😊Publicado em Google![]()
Elaine Japiassu17/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A Dra Giulia é ótima!!! Explica tudo com muita clareza, tato e paciência. Sem contar o Nível de conhecimento e domínio sobre um assunto tão sério e delicado quanto o HPV.Publicado em Google![]()
José Nunes17/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Dra Giulia é uma profissional incrível, muito atenciosa, tira todas as dúvidas, deixa a paciente à vontade...faz questão de explicar tudo muito detalhadamente, atende com excelência! Gratidão... Super recomendo! O atendimento pelo whatsapp também foi perfeito e com muita gentileza, meus agradecimentos à Thainá, super atenciosa....Publicado em Google![]()
Priscila Camargo17/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Dra. Giulia maravilhosa. Super atenciosa e nos deixou super tranquilas em relação ao procedimento. Gostaria também de agradecer a Tainá que nos atendeu super bem, desde o primeiro atendimento, explicando e tirando todas as dúvidas. Super recomendo!Publicado em Google![]()
JULIANA BRAGANÇA11/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Passei em consulta com a Dra Giulia, e estou muito satisfeita, desde o atendimento telefônico, com a Tainá, que percebeu que meu problema era grave e rapidamente disponibilizou um horário. Quando meu marido e eu chegamos, fomos acolhidos, a Dra nos atendeu no horário, foi muito bom. Sei que meu problema deu mais trabalho do que de costume, mas ninguém deixou de me acolher. Agradeço a vocês e desejo que cresçam muito, cada vez mais. Logo volto para o laser e pretendo ficar acompanhando com a Dra. Mais uma vez, obrigada!Publicado em Google![]()
Ana Luíza Müller09/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A Dra Giulia é uma GO incrível! Além de ser extremamente competente na sua área de atuação, me deixou muito confortável , foi bastante acolhedora e respondeu a todas as minhas dúvidas! O cuidado vai desde a marcação de consulta, a chegada no consultório e a recepção super acolhedora pela secretária Tainá, o atendimento que considera as questões físicas e subjetivas, até o momento pós-consulta!Publicado em Google![]()
Patricia Kallyne09/09/2024Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Foi a melhor consulta com ginecologista que já fui. Ambiente confortável e sem pressa. Ela explicou o meu caso com muita delicadeza e clareza. Comecei acompanhando pelo Instagram, e de lá, já aprendi muitas coisas! Fiz alguns exames com ela tbm e pretendo continuar o tratamento e consultas de rotina. Nota 10! Que eu tenha a sorte de achar outros especialistas na minha vida como a Dra. Giulia!



Antes de falarmos sobre corrimento vaginal, precisamos entender o que é a microbiota vaginal.
O que é a microbiota vaginal?
A microbiota vaginal é formada por um conjunto de micro-organismos que convivem em equilíbrio para manter a saúde da vagina.

Os lactobacilos são os principais “moradores” dessa região, e sua função é muito importante: eles ajudam a manter o ambiente ácido, com um pH em torno de 3,8 a 4,5, criando uma barreira natural contra micro-organismos que podem causar infecções.
Em menor quantidade, outros micro-organismos também estão presentes, mas sem causar problemas quando o equilíbrio é mantido.
Essa harmonia é essencial para a saúde íntima e pode ser afetada por fatores como uso de antibióticos, alterações hormonais ou higiene inadequada.
O que influencia o corrimento vaginal?
A vagina é um ambiente complexo, onde um delicado equilíbrio de microorganismos é mantido. Alterações nesse equilíbrio podem levar ao aparecimento de corrimento vaginal. Veja como os fatores listados podem contribuir:
- Fatores genéticos: Algumas mulheres têm maior predisposição genética a desequilíbrios na microbiota vaginal.
- Status hormonal: A condição ideal para a vagina ter uma flora saudável acontece quando ela tem uma boa quantidade de estrogênio, que é mais comum em mulheres em idade fértil.
- Higiene íntima: Tanto a falta quanto o excesso de higiene podem prejudicar a microbiota vaginal e causar corrimento vaginal. Produtos irritantes ou duchas vaginais, por exemplo, desequilibram o pH vaginal.
- Práticas sexuais: Relações sexuais desprotegidas ou múltiplos parceiros sexuais podem desestabilizar a microbiota vaginal.
- Doenças de base: Diabetes, imunossupressão e doenças autoimunes são exemplos de condições que podem predispor a infecções.
- Uso de medicamentos: Antibióticos, corticoides e imunossupressores alteram o equilíbrio vaginal, aumentando o risco de corrimento vaginal.

Como é feito o diagnóstico do corrimento vaginal?
Para fazer um diagnóstico correto do corrimento vaginal, precisamos fazer uma anamnese bem detalhada, um exame físico minucioso e, por fim, a análise microscópica da secreção vaginal.
Vamos esmiuçar cada um destes passos adiante.
Primeiro passo: anamnese
Ao atender uma paciente com corrimento vaginal, o primeiro passo é fazer uma anamnese detalhada, ou seja, uma conversa cuidadosa para entender o histórico e os sintomas.
É importante investigar possíveis fatores desencadeantes para o corrimento vaginal, como uso recente de antibióticos, roupas muito apertadas ou estresse. Também é essencial perguntar sobre antecedentes de alergias (atopia) e infecções sexualmente transmissíveis (IST).
Detalhar a rotina da paciente é crucial: entender como é sua higiene íntima, como ela cuida da menstruação e até como são suas práticas sexuais, sempre de forma respeitosa e sem julgamentos.
Essas informações ajudam a identificar a causa do corrimento e orientar o tratamento adequado.
Segundo passo: exame físico
O segundo passo para avaliar o corrimento vaginal é realizar o exame ginecológico. Nesse momento, o médico avalia cuidadosamente toda a região íntima.
Primeiro, observa a vulva e a pele do períneo, verificando se há alterações, como irritações, feridas ou outros sinais incomuns.
Em seguida, utiliza-se o espéculo, um instrumento que permite visualizar o interior da vagina e o colo do útero. Isso ajuda a examinar o corrimento vaginal de forma detalhada, analisando sua cor, textura e cheiro.
Durante o exame, também se verifica se há outros achados, para ter uma visão completa e planejar o melhor tratamento.

Terceiro passo: microscopia
O terceiro passo para avaliar o corrimento vaginal é realizar a microscopia do conteúdo vaginal.
A microscopia do conteúdo vaginal é o método mais eficiente para o diagnóstico do corrimento vaginal.
Durante esse exame, uma amostra do corrimento vaginal é coletada e analisada sob o microscópio para identificar alterações nas células, presença de microrganismos (como fungos, bactérias ou protozoários) e outros sinais de infecção.
Por fim, outros exames complementares podem ser solicitados, como culturas e testes moleculares, especialmente em casos de infecções recorrentes ou resistentes ao tratamento.

Por que a microscopia é importante para o diagnóstico do corrimento vaginal?
A microscopia é importante porque fazer diagnósticos do corrimento vaginal com base apenas na anamnese e no exame físico é insuficiente em 60-70% dos casos, levando a consequências significativas.
Sem um diagnóstico preciso, mulheres sem infecção podem receber tratamentos desnecessários que desestabilizam a flora vaginal saudável, criando condições para novos problemas.
Por outro lado, mulheres com infecção podem ser diagnosticadas de forma errada, recebendo tratamentos inadequados.
Esses erros podem gerar um ciclo de frustração: múltiplos tratamentos, buscas malsucedidas por soluções, e, muitas vezes, automedicação.

Isso pode levar a diagnósticos equivocados de “corrimento vaginal de repetição”, que acabam impactando negativamente a saúde emocional, sexual e até os relacionamentos das pacientes.
O uso de múltiplas medicações (por vezes, equivocadas) leva à perda dos lactobacilos, comprometendo a flora vaginal. Isso aumenta a vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Além disso, a paciente começa a trocar de médico com frequência porque perde a confiança em todos. Muitas vezes, ela também passa a buscar tratamentos alternativos para o corrimento vaginal que não têm comprovação científica, na tentativa de resolver o problema.
Por isso, o passo básico para um diagnóstico correto é o exame microscópico direto do corrimento vaginal. O tratamento ideal só é possível quando se conhece com precisão a causa do problema.
Quais são as principais causas de corrimento vaginal?
Entre as principais causas de corrimento vaginal estão a candidíase, a vaginose bacteriana, a vaginose citolítica, a tricomoníase e a cervicite causada por clamídia ou gonorreia.
Apesar de todas poderem causar corrimento, elas diferem quanto aos sintomas, ao aspecto observado na microscopia, ao tratamento e às possíveis complicações. Conheça as características de cada uma delas.
Candidíase vulvovaginal
O que é candidíase?
A candidíase vulvovaginal é uma infecção causada pelo crescimento excessivo de fungos do gênero Candida, principalmente Candida albicans.
A Candida pode fazer parte da microbiota vaginal normal sem causar sintomas.
A doença ocorre quando há desequilíbrio do ambiente vaginal ou fatores predisponentes, como uso recente de antibióticos, diabetes descompensado, gestação ou imunossupressão.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Os sintomas mais comuns são:
- Coceira intensa na vulva
- Ardor ou queimação
- Dor durante a relação sexual
- Ardor ao urinar quando a urina entra em contato com a vulva
- Vermelhidão e inchaço da vulva
- Corrimento branco, espesso e grumoso (nem sempre presente)
É importante lembrar que nem toda candidíase apresenta corrimento típico, e a intensidade dos sintomas varia bastante entre as mulheres.
Como aparece na microscopia?
Na microscopia do conteúdo vaginal é possível observar:
- leveduras (que podem somente colonizar a vagina)
- blastoconídeos
- pseudohifas ou hifas, quando presentes
- numerosos leucócitos (células de defesa) em muitos casos
- lactobacilos geralmente preservados
- ausência de células-guia (clue cells)
A visualização direta do fungo permite confirmar rapidamente o diagnóstico.

Como é o tratamento?
O tratamento pode ser realizado com antifúngicos vaginais ou orais, dependendo da gravidade, recorrência e características de cada paciente.
Nos casos de candidíase recorrente, é importante investigar fatores predisponentes e confirmar o diagnóstico antes de iniciar tratamentos prolongados.
A candidíase pode causar corrimento? Sim. Mas algumas mulheres apresentam principalmente coceira e ardor, sem corrimento evidente.
Vaginose bacteriana
O que é vaginose bacteriana?
A vaginose bacteriana não é uma infecção causada por uma única bactéria, mas um desequilíbrio da microbiota vaginal. Ocorre redução dos lactobacilos, que normalmente protegem a vagina, e aumento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis e outras.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Os sintomas podem incluir:
- Corrimento fino, homogêneo e acinzentado
- Odor desagradável, frequentemente descrito como “cheiro de peixe podre”
- Cheiro mais intenso após relações sexuais ou durante a menstruação
Muitas mulheres não apresentam sintomas.
Quais são os principais achados microscópicos?
Os principais achados microscópicos são:
- redução importante dos lactobacilos
- células-guia (clue cells)
- flora bacteriana abundante aderida às células vaginais
- poucos leucócitos na maioria dos casos
A microscopia é um dos métodos mais úteis para confirmar o diagnóstico.

Como é o tratamento?
O tratamento geralmente é feito com antibióticos, por via oral ou vaginal. O tratamento do parceiro sexual masculino é recomendado somente em caso de recorrências.
A vaginose bacteriana sempre tem cheiro? Não. Algumas mulheres são completamente assintomáticas
Vaginose citolítica
O que é vaginose citolítica?
A vaginose citolítica é uma condição causada pelo crescimento excessivo de lactobacilos.
Diferentemente da vaginose bacteriana, aqui as bactérias consideradas “protetoras” estão presentes em quantidade excessiva, tornando o pH vaginal muito ácido e provocando destruição das células vaginais (citólise).
Embora ainda seja uma condição menos conhecida, pode causar sintomas semelhantes aos da candidíase.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Os sintomas incluem:
- Coceira
- Ardor
- Dor durante a relação sexual
- Corrimento branco
- Sintomas que costumam piorar na fase que antecede o período menstrual
Como aparece na microscopia?
Na microscopia observam-se:
- grande quantidade de lactobacilos
- intensa citólise (células rompidas)
- núcleos celulares livres
- poucos leucócitos
- ausência de fungos
- ausência de células-guia
Esse padrão praticamente diferencia a vaginose citolítica das demais causas de corrimento.

Como é o tratamento?
O tratamento consiste em reduzir a acidez vaginal e evitar tratamentos desnecessários para candidíase, que frequentemente pioram o quadro. O objetivo não é usar antibióticos nem antifúngicos.
A vaginose citolítica é candidíase? Não. Apesar dos sintomas parecidos, são doenças diferentes e exigem tratamentos diferentes.
Tricomoníase
O que é tricomoníase?
A tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas continuam transmitindo a infecção.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Os sintomas podem incluir:
- Corrimento abundante
- Corrimento amarelo-esverdeado
- Mau cheiro
- Coceira
- Ardor
- Dor para urinar
- Dor durante a relação sexual
Algumas mulheres permanecem completamente assintomáticas.
Como aparece na microscopia?
Na microscopia fresca é possível observar:
- protozoários móveis (Trichomonas vaginalis)
- numerosos leucócitos
- redução dos lactobacilos
- aumento do pH vaginal
Quando o exame é realizado logo após a coleta, é possível visualizar o movimento característico do protozoário.
Como é o tratamento?
O tratamento é realizado com antibióticos por via oral. O tratamento simultâneo do(s) parceiro(s) sexual(is) é indispensável para evitar reinfecções. Durante o tratamento, recomenda-se evitar relações sexuais até a conclusão da terapia.
A tricomoníase é uma IST? Sim. É transmitida principalmente por contato sexual.
Cervicite aguda por clamídia e gonorreia
O que é cervicite aguda?
A cervicite aguda é uma inflamação do colo do útero frequentemente causada pelas bactérias Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Ambas são infecções sexualmente transmissíveis e podem evoluir para doença inflamatória pélvica e infertilidade quando não tratadas.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Muitas mulheres não apresentam sintomas. Quando eles ocorrem, podem incluir:
- Corrimento mucopurulento
- Sangramento após relações sexuais
- Sangramento entre as menstruações
- Dor pélvica
- Dor para urinar
- Dor durante a relação sexual
Como aparece na microscopia?
Na microscopia do conteúdo vaginal costuma-se observar:
- grande quantidade de leucócitos
- ausência dos achados típicos de candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase
Entretanto, a microscopia não confirma o diagnóstico de clamídia ou gonorreia. A confirmação deve ser feita por testes moleculares (PCR), que apresentam maior sensibilidade e especificidade.

Como é o tratamento?
O tratamento é realizado com antibióticos específicos, conforme o agente identificado e as recomendações mais atuais. O(s) parceiro(s) sexual(is) também deve(m) ser tratado(s), e recomenda-se abstinência sexual até que ambos completem o tratamento.
Toda cervicite causa corrimento? Não. Muitas mulheres têm clamídia ou gonorreia sem apresentar qualquer sintoma.
Perguntas frequentes sobre corrimento vaginal (FAQ)
O corrimento vaginal é sempre sinal de doença?
Não. A vagina produz uma secreção natural que ajuda a manter a lubrificação e a proteção contra infecções. Esse corrimento fisiológico costuma ser transparente ou esbranquiçado, sem cheiro forte e sem causar sintomas como coceira, dor ou ardor. O corrimento merece investigação quando há mudança importante de cor, odor, quantidade ou quando é acompanhado de outros sintomas.
Como saber se meu corrimento é normal ou anormal?
O corrimento normal varia ao longo do ciclo menstrual e não causa desconforto. Já o corrimento anormal pode apresentar cheiro desagradável, coceira, ardor, dor durante a relação sexual, dor ao urinar ou mudança importante na cor e na consistência. Nessas situações, é importante procurar avaliação ginecológica.
Qual é a principal causa de corrimento vaginal?
As causas mais comuns são candidíase, vaginose bacteriana, tricomoníase, vaginose citolítica e cervicites agudas causadas por infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia. Alterações hormonais, alergias e até o corrimento fisiológico também podem explicar o aumento da secreção vaginal.
A cor do corrimento permite descobrir a causa?
Não. A cor pode dar pistas, mas não confirma o diagnóstico. Corrimentos diferentes podem ter a mesma aparência, e uma mesma doença pode se manifestar de formas distintas. Por isso, o diagnóstico não deve ser feito apenas pela aparência da secreção.
Como descobrir a causa do corrimento vaginal?
O diagnóstico é feito por meio da história clínica, do exame ginecológico e, principalmente, da análise do conteúdo vaginal ao microscópio. Em alguns casos, também podem ser necessários exames laboratoriais específicos para identificar bactérias, fungos ou infecções sexualmente transmissíveis.
Qual exame é o melhor para investigar o corrimento vaginal?
A microscopia do conteúdo vaginal costuma ser um dos exames mais úteis porque permite identificar rapidamente alterações como candidíase, vaginose bacteriana, vaginose citolítica e tricomoníase. Dependendo da suspeita clínica, podem ser necessários testes para ISTs, cultura ou exames moleculares.
O Papanicolau detecta a causa do corrimento?
Não. O objetivo principal do Papanicolau é rastrear lesões precursoras do câncer do colo do útero. Embora possa sugerir algumas alterações infecciosas, ele não é considerado um exame adequado para diagnosticar a causa do corrimento vaginal.
Corrimento pode ser causado por uma infecção sexualmente transmissível?
Sim. Algumas ISTs, como clamídia, gonorreia e tricomoníase, podem causar corrimento vaginal, principalmente quando há inflamação do colo do útero (cervicite). Em muitos casos, essas infecções também podem ser assintomáticas.
Por que meu corrimento melhora e depois volta?
Isso pode acontecer por diversos motivos, como diagnóstico incorreto, tratamento inadequado, persistência dos fatores que alteram a microbiota vaginal, reinfecção ou até porque a causa do corrimento não era a inicialmente suspeitada. Nos casos de repetição, é fundamental investigar a origem do problema em vez de apenas repetir medicamentos.
O parceiro também precisa ser tratado?
Depende da causa. Em algumas infecções, como tricomoníase, clamídia e gonorreia, o tratamento do parceiro é recomendado. Já na candidíase e na vaginose bacteriana, isso normalmente não é necessário, exceto em situações específicas.
Quando devo procurar um ginecologista por causa de corrimento?
Procure atendimento sempre que houver:
- cheiro forte ou desagradável;
- coceira intensa;
- ardor para urinar;
- dor durante a relação sexual;
- sangramento fora da menstruação;
- dor pélvica;
- corrimento persistente ou de repetição;
- sintomas que não melhoram após o tratamento.
Está sofrendo com corrimento vaginal?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista. Realizo atendimentos em ginecologia para mulheres de todas as idades.
Atuo na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das mais diversas doenças.
Busco dar um atendimento único e que atenda às minhas pacientes de maneira integral. Cuido não somente da sua saúde física, mas também da sua saúde mental. Comigo, você terá participação na decisão de seu tratamento.
Ainda tem dúvidas sobre corrimento vaginal ou precisa de tratamento? Clique no botão abaixo e agende a sua consulta agora mesmo!

Perguntas mais frequentes
Corrimento vaginal é normal?
Sim. É normal que a vagina produza uma secreção natural, que pode variar em quantidade e aparência ao longo do ciclo menstrual.
Porém, alterações no cheiro, na cor ou na consistência, principalmente quando acompanhadas de coceira, ardência ou dor, podem indicar algum problema e precisam ser avaliadas.
Como saber se o corrimento é normal ou uma infecção?
O corrimento normal geralmente não tem cheiro forte e não causa coceira, ardência ou dor.
Mudanças importantes na cor, no cheiro ou na quantidade, principalmente quando acompanhadas de outros sintomas, podem indicar uma infecção ou outro desequilíbrio vaginal.
O que pode causar corrimento vaginal?
O corrimento vaginal pode ter diversas causas. As mais comuns são candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase, mas algumas ISTs, como clamídia e gonorreia, também podem causar corrimento.
Por isso, apenas a aparência do corrimento nem sempre é suficiente para identificar a causa.
Corrimento branco é normal?
Sim, o corrimento branco pode ser normal, principalmente quando não apresenta cheiro forte nem causa coceira, ardência ou dor.
Quando vem acompanhado de sintomas, pode estar relacionado a condições como candidíase ou outras alterações vaginais e deve ser avaliado.
Corrimento amarelo pode ser o quê?
O corrimento amarelo pode ter diferentes causas, incluindo infecções como vaginose bacteriana, tricomoníase, clamídia e gonorreia.
Porém, a cor sozinha não permite identificar a causa. O diagnóstico depende dos outros sintomas, do exame ginecológico e, quando necessário, de exames específicos.
Corrimento verde pode ser o quê?
O corrimento esverdeado pode estar associado a infecções, especialmente à tricomoníase, mas também pode ocorrer em outras condições, como por exemplo a candidíase.
A cor do corrimento, isoladamente, não confirma o diagnóstico. É importante avaliar outros sintomas e, quando indicado, realizar exames para identificar a causa.
Corrimento marrom é normal?
O corrimento marrom geralmente acontece pela presença de uma pequena quantidade de sangue misturada à secreção vaginal e pode ocorrer antes ou depois da menstruação.
Quando é frequente, surge fora do período menstrual ou vem acompanhado de dor, mau cheiro ou outros sintomas, deve ser investigado.
Corrimento com mau cheiro pode ser o quê?
O corrimento com mau cheiro pode estar relacionado principalmente à vaginose bacteriana ou à tricomoníase, mas outras infecções também podem causar alteração do odor vaginal.
O cheiro, isoladamente, não é suficiente para definir a causa. A presença de outros sintomas e os exames ajudam a estabelecer o diagnóstico.
Corrimento com cheiro de peixe é o quê?
O corrimento com cheiro de peixe é característico da vaginose bacteriana, especialmente quando o odor fica mais intenso após a relação sexual ou durante a menstruação.
Porém, a tricomoníase também pode causar odor desagradável, por isso o diagnóstico deve considerar outros sintomas e exames.
Tenho corrimento, mas meu Papanicolau está normal. O que pode ser?
É possível ter corrimento mesmo com o Papanicolau normal. O Papanicolau é um exame para rastreamento do câncer do colo do útero e não é o exame adequado para diagnosticar a causa do corrimento vaginal.
Para investigar o corrimento, podem ser necessários outros exames, como a microscopia do conteúdo vaginal e testes para infecções específicas.
Probióticos ajudam a tratar corrimento vaginal?
Depende da causa. Os probióticos não substituem o tratamento específico de infecções como candidíase, vaginose bacteriana ou tricomoníase.
Embora sejam estudados para ajudar no equilíbrio da microbiota vaginal, as evidências sobre seu benefício no tratamento e na prevenção de corrimentos ainda são limitadas.
Qual exame identifica a causa do corrimento vaginal?
A causa do corrimento pode ser investigada por exames como a microscopia do conteúdo vaginal, testes moleculares e culturas, dependendo da suspeita.
A microscopia permite avaliar diretamente a secreção vaginal e pode identificar alterações compatíveis com candidíase, vaginose bacteriana e outras condições.



