O que é gonorreia?
A gonorreia é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo. Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, ela pode infectar a uretra, o colo do útero, o reto, a garganta e, mais raramente, os olhos.
Embora muitas pessoas acreditem que seja uma infecção simples, a gonorreia pode causar complicações importantes quando não é diagnosticada e tratada adequadamente. Além disso, o aumento da resistência da bactéria aos antibióticos tem tornado o tratamento cada vez mais desafiador.
Continue lendo este artigo para entender os sintomas da gonorreia, como ocorre a transmissão, como é feito o diagnóstico, qual é o tratamento e como prevenir essa infecção.
Qual é o médico que trata da gonorreia em mulheres?
A gonorreia pode ser tratada por diferentes especialistas, dependendo da pessoa e da situação clínica. Nas mulheres, o médico mais indicado é o ginecologista. Já em alguns casos, especialmente quando há infecções mais complexas ou disseminadas, o tratamento também pode ser realizado por um infectologista.
Se você apresenta sintomas como corrimento vaginal, dor ao urinar, dor pélvica ou teve contato sexual com uma pessoa diagnosticada com gonorreia, é importante procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e reduz o risco de complicações e de transmissão da infecção.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista e realiza o diagnóstico e o tratamento da gonorreia em mulheres. Durante a consulta, você terá um atendimento acolhedor, com espaço para esclarecer suas dúvidas e relatar seus sintomas com tranquilidade, sempre de forma ética, respeitosa e sem julgamentos.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja alguns depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:



O que é gonorreia?
A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Essa bactéria pode infectar o colo do útero, a uretra, o reto, a garganta e, mais raramente, os olhos.
A gonorreia é uma das ISTs bacterianas mais comuns no mundo. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, principalmente as mulheres. Por isso, é possível estar com gonorreia sem saber.
Mesmo quando não causa sintomas, a infecção pode ser transmitida durante as relações sexuais e, se não for tratada, pode provocar complicações importantes, como doença inflamatória pélvica, infertilidade e aumento do risco de transmissão de outras ISTs.
Quais são os sintomas da gonorreia na mulher?
Na maioria das mulheres, a gonorreia não causa sintomas. Isso significa que muitas pessoas podem estar infectadas e transmitir a bactéria sem saber.
Quando os sintomas aparecem, a infecção geralmente provoca uma cervicite aguda, ou seja, uma infecção do colo do útero. Os principais sintomas da gonorreia na mulher são:
- Corrimento vaginal mucopurulento ou purulento (amarelado ou esverdeado)
- Ardor ou dor ao urinar
- Dor pélvica
- Dor durante a relação sexual
- Sangramento fora do período menstrual (sangramento de escape)
- Sangramento após a relação sexual
Em alguns casos, a gonorreia também pode infectar a uretra, o reto ou a garganta, causando sintomas específicos em cada uma dessas regiões. No entanto, essas infecções também podem ser completamente assintomáticas.

A ausência de sintomas é um dos principais motivos pelos quais a gonorreia continua sendo uma infecção tão frequente. Como muitas pessoas não sabem que estão infectadas, elas não procuram tratamento e podem transmitir a bactéria aos seus parceiros sexuais sem perceber.
Além de favorecer a transmissão, a falta de diagnóstico também aumenta o risco de complicações. Quando não é tratada, a gonorreia pode evoluir para problemas como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica e infecção disseminada, entre outras complicações.
A seguir, entenda quais são as principais complicações da gonorreia e por que o diagnóstico precoce é tão importante.
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
Nas mulheres, a principal complicação da gonorreia não tratada é a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Essa condição ocorre quando a bactéria deixa o colo do útero e se espalha para o interior do aparelho reprodutor feminino, atingindo o útero, as trompas e os ovários.
Dependendo da região afetada, a DIP pode causar:
- Endometrite: infecção do endométrio, que é a camada que reveste a parte interna do útero.
- Salpingite: infecção das trompas de Falópio.
- Abscesso tubo-ovariano: formação de uma coleção de pus envolvendo as trompas e os ovários.
A Doença Inflamatória Pélvica é uma condição potencialmente grave e pode causar dor intensa, necessidade de internação, infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces da gonorreia são fundamentais para evitar essas complicações.

Quais são os sintomas da Doença Inflamatória Pélvica (DIP)?
Os sintomas da Doença Inflamatória Pélvica variam de acordo com a intensidade da infecção. Os mais comuns são:
- Corrimento vaginal purulento ou mucopurulento
- Dor intensa na parte inferior do abdome (dor pélvica)
- Febre
- Dor durante a relação sexual
- Dor ao movimentar o colo do útero durante o exame ginecológico
- Mal-estar e queda do estado geral
No entanto, a DIP também pode ser assintomática ou causar sintomas muito discretos. Nesses casos, a inflamação pode permanecer por semanas ou meses sem que a mulher perceba.
Mesmo sem sintomas importantes, essa inflamação pode provocar cicatrizes e aderências na pelve, danificar as trompas de Falópio e aumentar o risco de infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.

Essa obstrução das trompas impede que o espermatozoide encontre o óvulo. Assim, a longo prazo, a DIPA é uma causa de infertilidade e de gravidez ectópica.
Conjuntivite gonocócica no recém-nascido
A gestante com gonorreia pode transmitir a bactéria para o bebê durante o parto vaginal. Quando isso acontece, o recém-nascido pode desenvolver a conjuntivite gonocócica, uma infecção que acomete os olhos e pode surgir nos primeiros dias de vida.
Essa é uma condição potencialmente grave e, quando não tratada rapidamente, pode causar lesões na córnea e até comprometer a visão do bebê.
Por esse motivo, é fundamental diagnosticar e tratar a gonorreia durante a gestação. O tratamento adequado da gestante reduz significativamente o risco de transmissão da infecção para o recém-nascido.
Gonorreia na garganta (faringite gonocócica)
Sim. A gonorreia pode ser transmitida durante o sexo oral. Quando a bactéria infecta a garganta, ela causa a chamada faringite gonocócica.
Na maioria dos casos, a infecção é assintomática. Quando provoca sintomas, os mais comuns são:
- Dor de garganta
- Dificuldade para engolir
- Vermelhidão na garganta
- Presença de placas ou secreção na garganta
Gonorreia anal (retite gonocócica)
A gonorreia também pode ser transmitida durante o sexo anal. Nesses casos, a bactéria pode causar uma inflamação do reto, chamada retite gonocócica.
Os principais sintomas da retite gonocócica são:
- Coceira na região anal
- Dor anal
- Vontade frequente de evacuar (tenesmo)
- Urgência para evacuar
- Saída de muco, pus ou sangue pelo ânus ou durante as evacuações
Assim como acontece na infecção genital, a gonorreia na garganta e a gonorreia anal também podem não causar sintomas. Por isso, pessoas que praticam sexo oral ou anal desprotegido podem estar infectadas sem saber e transmitir a bactéria aos seus parceiros.
Por que a gonorreia está cada vez mais difícil de tratar?
O tratamento da gonorreia tem se tornado um grande desafio em todo o mundo. O principal motivo é que a bactéria Neisseria gonorrhoeae (gonococo) está desenvolvendo resistência a diversos antibióticos que já foram eficazes no passado.
Desde a introdução da penicilina, o gonococo adquiriu resistência a várias classes de antibióticos. Atualmente, existem cepas resistentes a múltiplos medicamentos, o que tem levado especialistas a alertarem para o risco da chamada gonorreia multirresistente, também conhecida popularmente como supergonorreia.
A principal causa desse problema é o uso inadequado de antibióticos. Quando esses medicamentos são utilizados sem indicação médica, em doses incorretas ou interrompidos antes do tempo recomendado, as bactérias mais sensíveis são eliminadas, enquanto as mais resistentes sobrevivem e continuam se multiplicando. Esse processo, chamado de seleção natural, favorece o surgimento e a disseminação de cepas resistentes.
Por esse motivo, a gonorreia deve sempre ser tratada com o esquema antibiótico recomendado pelas diretrizes médicas mais atuais. A automedicação e o uso inadequado de antibióticos aumentam o risco de falha no tratamento e contribuem para o avanço da resistência bacteriana.
Como é feito o tratamento da gonorreia?
A gonorreia tem cura. O tratamento é feito com antibióticos prescritos pelo médico, de acordo com as recomendações mais atualizadas. Atualmente, o principal medicamento utilizado é a ceftriaxona, administrada por meio de uma injeção intramuscular.
Em algumas situações, como quando há suspeita de infecção por outras bactérias associadas (como a clamídia), o médico pode indicar a associação de outros antibióticos. Por isso, é importante evitar a automedicação e seguir exatamente o tratamento prescrito.
Além disso, os parceiros sexuais também devem ser avaliados e tratados, mesmo que não apresentem sintomas. Essa medida reduz o risco de reinfecção e ajuda a interromper a transmissão da doença.
Tratamento das complicações
Quando a gonorreia evolui para Doença Inflamatória Pélvica (DIP), o tratamento costuma ser mais complexo. Nesses casos, geralmente é necessário utilizar uma combinação de antibióticos e, dependendo da gravidade do quadro, pode ser indicada internação hospitalar para administração de medicamentos por via intravenosa.
Nos casos de abscesso tubo-ovariano, além dos antibióticos, algumas pacientes podem precisar de drenagem do abscesso ou de tratamento cirúrgico, especialmente quando não há melhora com o tratamento clínico ou existe risco de ruptura.
Sobre a Dra. Giulia Cerutti
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica.
Atendo mulheres de todas as idades, realizando a prevenção, o diagnóstico e o tratamento clínico e cirúrgico das mais diversas doenças ginecológicas, incluindo infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), alterações do colo do útero, HPV, corrimentos vaginais e outras condições que afetam a saúde íntima feminina.
Meu objetivo é oferecer um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e centrado nas necessidades de cada paciente. Durante a consulta, você terá tempo para esclarecer suas dúvidas e participar ativamente das decisões sobre o seu tratamento, para que elas sejam tomadas de forma compartilhada e de acordo com a sua realidade.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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