O que é a herpes genital?
A herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo vírus herpes simplex (HSV). Existem dois tipos principais desse vírus: o HSV-1 e o HSV-2. Embora ambos possam causar herpes genital, o HSV-2 é o principal responsável pela maioria dos casos.
Após a infecção, o vírus permanece no organismo em estado de latência e pode ser reativado ao longo da vida, causando novos episódios de lesões. Por esse motivo, a herpes genital é considerada uma infecção recorrente.
A herpes genital é uma das ISTs mais comuns no mundo. Apesar de não haver um tratamento que elimine completamente o vírus do organismo, existem medicamentos capazes de reduzir a duração dos sintomas, diminuir a frequência das recorrências e reduzir o risco de transmissão para os parceiros sexuais.
Além das manifestações físicas, a herpes genital também pode causar impacto emocional devido ao medo da transmissão, das recorrências e do estigma ainda associado à infecção.
Qual médico trata a herpes genital?
Nas mulheres, o médico mais indicado para diagnosticar e tratar a herpes genital é o ginecologista. Em algumas situações, especialmente quando há infecções mais complexas ou dúvidas diagnósticas, o acompanhamento também pode ser realizado por um infectologista.
Se você apresenta feridas na região genital, bolhas, dor, ardor, coceira ou suspeita de herpes genital, é importante procurar atendimento médico. O diagnóstico correto permite iniciar o tratamento rapidamente, aliviar os sintomas e reduzir o risco de novas transmissões.
A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista, especialista em Oncologia Ginecológica, e realiza o diagnóstico e o tratamento da herpes genital e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante a consulta, você terá um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas, em um ambiente acolhedor e respeitoso, com tempo para esclarecer todas as suas dúvidas e participar das decisões sobre o seu tratamento.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja abaixo alguns depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:



Quais são os sintomas da herpes genital?
Os sintomas da herpes genital variam bastante de uma pessoa para outra. Muitas pessoas infectadas pelo vírus herpes simplex (HSV) apresentam sintomas leves ou não apresentam qualquer manifestação, o que faz com que a infecção passe despercebida.
Quando os sintomas aparecem, as lesões costumam evoluir em etapas características:
- Formigamento, coceira ou ardor: antes do surgimento das lesões, é comum sentir alterações de sensibilidade na região genital. Esse período é chamado de fase prodrômica e pode durar algumas horas ou dias.
- Bolhas (vesículas): em seguida, surgem pequenas bolhas agrupadas, geralmente dolorosas, na vulva, vagina, períneo, região anal, nádegas ou outras áreas que tiveram contato com o vírus.
- Úlceras: as bolhas se rompem, dando origem a pequenas feridas superficiais que costumam causar dor, ardor e sensação de queimação, especialmente durante a micção ou ao contato com a região.
- Crostas e cicatrização: por fim, as úlceras secam, formam crostas e cicatrizam espontaneamente ao longo dos dias.
Na primeira infecção, os sintomas costumam ser mais intensos e podem estar associados à febre, mal-estar, aumento dos gânglios na virilha e dor para urinar. Já os episódios de recorrência geralmente são mais leves e de menor duração.

Os primeiros sintomas da herpes genital costumam surgir entre 2 e 12 dias após o contato com o vírus herpes simplex (HSV), embora muitas pessoas permaneçam assintomáticas durante a infecção inicial.
A primeira crise geralmente é a mais intensa e pode durar de 2 a 4 semanas. Já os episódios de recorrência costumam ser mais leves e têm duração menor, normalmente entre 5 e 10 dias.
Após a infecção inicial, o vírus não é eliminado pelo organismo. Ele permanece em estado de latência nos gânglios nervosos e pode ser reativado ao longo da vida, provocando novos episódios de herpes genital. Essa reativação pode ocorrer espontaneamente ou ser desencadeada por fatores como estresse, outras infecções, exposição excessiva ao sol, alterações hormonais ou queda da imunidade.
Qual é a diferença entre HSV-1 e HSV-2?
O vírus herpes simplex (HSV) possui dois tipos principais: HSV-1 e HSV-2. Ambos podem causar herpes labial e herpes genital. A principal diferença entre eles está na forma mais comum de transmissão e na região do corpo onde costumam causar infecção.
- HSV-1: é mais frequentemente associado ao herpes labial. No entanto, também pode causar herpes genital, principalmente por meio do sexo oral. Nas últimas décadas, o HSV-1 tornou-se uma causa cada vez mais comum de herpes genital, especialmente em adultos jovens.
- HSV-2: é o principal causador da herpes genital. Embora também possa infectar a região da boca, isso é muito menos frequente do que ocorre com o HSV-1.
Outra diferença importante é que a herpes genital causada pelo HSV-2 tende a apresentar recorrências mais frequentes do que a causada pelo HSV-1. No entanto, ambos os vírus permanecem em estado de latência no organismo e podem ser reativados ao longo da vida.
Como é feito o diagnóstico da herpes genital?
O diagnóstico da herpes genital é baseado principalmente na história clínica e no exame físico. Em muitos casos, o aspecto das lesões é bastante característico e permite que o médico suspeite da infecção.
Quando há necessidade de confirmação, alguns exames podem ser realizados:
- Exame físico: o médico avalia as bolhas, úlceras e outras alterações presentes na região genital, anal ou perianal.
- PCR para HSV: é o exame mais sensível para confirmar o diagnóstico. O material é coletado diretamente da lesão e analisado para detectar o material genético do vírus herpes simplex (HSV-1 ou HSV-2).
- Sorologia para HSV-1 e HSV-2: o exame de sangue detecta anticorpos contra o vírus e pode ajudar em situações específicas, principalmente quando não há lesões para coleta do PCR. No entanto, a sorologia não identifica onde ocorreu a infecção (herpes labial ou genital) e, isoladamente, não confirma que uma lesão atual seja causada pelo HSV.
Sempre que possível, a coleta do PCR deve ser realizada nos primeiros dias após o surgimento das bolhas ou úlceras, período em que a quantidade de vírus é maior e o exame apresenta melhor desempenho.
Como a herpes genital é transmitida?
A herpes genital é transmitida principalmente por meio do contato direto com a pele ou as mucosas infectadas durante as relações sexuais, incluindo sexo vaginal, anal e oral.
O risco de transmissão é maior quando existem bolhas ou feridas ativas. No entanto, o vírus herpes simplex (HSV) também pode ser transmitido mesmo na ausência de lesões visíveis, pois pode ocorrer eliminação viral assintomática.
O uso do preservativo reduz significativamente o risco de transmissão, mas não oferece proteção completa. Isso acontece porque o vírus pode estar presente em regiões da pele que não são cobertas pelo preservativo.
Além do uso de preservativos, evitar relações sexuais durante as crises de herpes genital e iniciar o tratamento antiviral quando indicado também ajudam a diminuir o risco de transmissão para o parceiro.

Como é feito o tratamento da herpes genital?
A herpes genital não tem cura definitiva, pois o vírus herpes simplex (HSV) permanece em estado de latência no organismo após a infecção. No entanto, existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar a doença, aliviar os sintomas e reduzir a frequência das recorrências.
O tratamento é feito com medicamentos antivirais, como aciclovir, valaciclovir e famciclovir. Esses medicamentos não eliminam o vírus do organismo, mas podem:
- Reduzir a duração da crise;
- Diminuir a intensidade da dor e das lesões;
- Acelerar a cicatrização;
- Reduzir o risco de transmissão para o parceiro, em situações específicas.
Em pessoas com crises frequentes ou muito intensas, o médico pode indicar a terapia supressiva, que consiste no uso diário de antivirais por um período prolongado para diminuir o número de recorrências e a eliminação assintomática do vírus.
Por isso, o tratamento da herpes genital deve ser individualizado e definido de acordo com a frequência das crises, a intensidade dos sintomas e as características de cada paciente.
Por que a herpes genital volta?
Após a primeira infecção, o vírus herpes simplex (HSV) não é eliminado pelo organismo. Ele permanece em estado de latência nos gânglios nervosos e pode ser reativado ao longo da vida, dando origem a novos episódios de herpes genital.
A frequência das recorrências varia bastante entre as pessoas. Algumas nunca apresentam uma nova crise, enquanto outras podem ter episódios recorrentes, principalmente quando a infecção é causada pelo HSV-2.
Alguns fatores podem favorecer a reativação do vírus, como:
- Estresse físico ou emocional
- Privação de sono
- Outras infecções ou doenças
- Alterações hormonais, como a menstruação
- Traumas ou procedimentos na região genital
- Queda da imunidade
Na maioria dos casos, as recorrências são mais leves, menos dolorosas e de menor duração do que a primeira crise. Quando os episódios são muito frequentes ou causam grande impacto na qualidade de vida, o médico pode indicar tratamento antiviral contínuo (terapia supressiva) para reduzir o número de crises.

A frequência e a gravidade dos surtos tendem a diminuir com o tempo, sendo que o primeiro surto tem sintomas mais graves.
Como prevenir a herpes genital?
A prevenção da herpes genital envolve diferentes medidas que ajudam a reduzir o risco de transmissão do vírus herpes simplex (HSV):
- Uso de preservativos: reduz significativamente o risco de transmissão durante as relações sexuais, embora não ofereça proteção completa, pois o vírus pode estar presente em áreas da pele não cobertas pelo preservativo.
- Evitar relações sexuais durante as crises: o risco de transmissão é maior quando existem bolhas, feridas ou outros sintomas de herpes genital. Por isso, é recomendado evitar qualquer contato sexual até que as lesões estejam completamente cicatrizadas.
- Tratamento antiviral supressivo: pessoas com recorrências frequentes ou que desejam reduzir o risco de transmissão para um parceiro não infectado podem se beneficiar do uso contínuo de medicamentos antivirais, conforme orientação médica.
- Informar o parceiro sexual: conversar sobre o diagnóstico permite que o casal tome decisões conjuntas para reduzir o risco de transmissão e reconhecer precocemente possíveis sintomas.
Embora nenhuma dessas medidas elimine completamente o risco de transmissão, a combinação delas reduz significativamente a chance de transmitir o vírus para outras pessoas.
Impacto emocional da herpes genital
Receber o diagnóstico de herpes genital pode gerar preocupação, medo e insegurança. Muitas pessoas sentem vergonha, culpa ou ansiedade, principalmente por causa do estigma que ainda existe em torno das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
No entanto, é importante lembrar que a herpes genital é uma infecção muito comum. Com informação adequada, acompanhamento médico e tratamento quando necessário, a maioria das pessoas consegue controlar os sintomas e manter uma vida afetiva e sexual saudável.
Se o diagnóstico estiver causando sofrimento emocional importante, ansiedade persistente ou sintomas de depressão, o acompanhamento com um profissional de saúde mental pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar no processo de adaptação e enfrentamento.
Precisa de ajuda?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica.
Realizo atendimentos em ginecologia para mulheres de todas as idades, atuando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento clínico e cirúrgico de diversas doenças ginecológicas, incluindo infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a herpes genital.
Meu objetivo é oferecer um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e voltado para as necessidades de cada paciente. Durante a consulta, você terá tempo para esclarecer suas dúvidas, compreender sua condição e participar ativamente das decisões sobre o seu tratamento, por meio de uma abordagem compartilhada e respeitosa.
Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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