Saiba tudo sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

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Dra Giulia Cerutti

Médica ginecologista

O que são as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são infecções causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas que podem ser transmitidos durante relações sexuais vaginais, anais ou orais.

O termo DST (Doença Sexualmente Transmissível) foi substituído por IST (Infecção Sexualmente Transmissível) porque muitas dessas infecções podem permanecer no organismo sem causar sintomas por meses ou até anos. Ou seja, uma pessoa pode estar infectada, transmitir o microrganismo para seus parceiros e ainda não apresentar sinais da doença.

Quando não são diagnosticadas e tratadas adequadamente, algumas ISTs podem causar complicações importantes, como doença inflamatória pélvica, infertilidade, gravidez ectópica, câncer relacionado ao HPV, alterações neurológicas e cardiovasculares, complicações durante a gestação e infecções graves no recém-nascido.

Por esse motivo, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são fundamentais para proteger a saúde individual e reduzir a transmissão dessas infecções.

Qual médico trata as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)?

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem ser diagnosticadas e tratadas por diferentes especialistas, dependendo da pessoa e da infecção envolvida.

  • Ginecologista: é o médico mais indicado para diagnosticar e tratar ISTs em mulheres.
  • Urologista: é o especialista que trata as ISTs em homens.
  • Infectologista: pode acompanhar casos mais complexos ou infecções que exigem investigação e tratamento especializados.

Se você apresenta sintomas como corrimento, feridas na região genital, verrugas, dor para urinar ou teve contato sexual com uma pessoa diagnosticada com uma IST, é importante procurar atendimento médico o quanto antes para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.

A Dra. Giulia Cerutti é médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica e atua no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de diversas infecções sexualmente transmissíveis em mulheres, sempre com uma abordagem baseada em evidências científicas, acolhimento e respeito à privacidade da paciente.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

Veja abaixo alguns depoimentos de pacientes da Dra. Giulia:

Estatísticas das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) representam um importante problema de saúde pública em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias ocorrem cerca de 1 milhão de novos casos das quatro principais ISTs curáveis: sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase. Esses números demonstram a alta frequência dessas infecções e reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

A sífilis congênita continua sendo uma das principais causas evitáveis de morte fetal e neonatal em diversos países. Além disso, a gonorreia tem preocupado especialistas devido ao aumento da resistência da bactéria aos antibióticos, tornando o tratamento cada vez mais desafiador.

Por que as mulheres são mais vulneráveis às ISTs?

As mulheres apresentam maior vulnerabilidade biológica à transmissão de diversas infecções sexualmente transmissíveis. Isso acontece porque a mucosa da vagina e do colo do útero possui uma área de exposição maior durante a relação sexual e é mais suscetível à entrada de vírus e bactérias do que a pele que reveste o pênis.

Além disso, durante a relação sexual podem ocorrer pequenas microlesões na mucosa genital, facilitando a entrada dos microrganismos. Essa maior vulnerabilidade reforça a importância do uso de preservativos, da vacinação quando disponível (como contra o HPV) e da realização periódica de consultas ginecológicas.

Como as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são transmitidas?

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são causadas por diferentes microrganismos, como bactérias, vírus e protozoários. A principal forma de transmissão é o contato sexual sem proteção, seja durante o sexo vaginal, anal ou oral.

Algumas ISTs também podem ser transmitidas por outras vias, como o contato com sangue contaminado e a transmissão vertical, que ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou, em algumas infecções, durante a amamentação.

O preservativo protege contra as ISTs?

O uso correto do preservativo é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de transmissão das ISTs. Ele funciona como uma barreira física que diminui o contato com secreções e fluidos corporais durante a relação sexual.

No entanto, o preservativo não elimina completamente o risco de infecção. Algumas ISTs, como HPV e herpes genital, podem ser transmitidas pelo contato com áreas da pele ou das mucosas que não ficam cobertas pelo preservativo.

Pessoas sem sintomas podem transmitir ISTs?

Sim. Muitas infecções sexualmente transmissíveis permanecem assintomáticas por meses ou até anos. Mesmo sem apresentar qualquer sintoma, a pessoa pode transmitir o microrganismo aos seus parceiros sexuais.

Essa característica explica por que as ISTs são tão frequentes e reforça a importância do diagnóstico precoce, da realização periódica de exames e da comunicação entre os parceiros.

Quais são as ISTs mais comuns?

Entre as infecções sexualmente transmissíveis mais frequentes estão:

  • HPV (papilomavírus humano)
  • Herpes genital
  • Sífilis
  • Gonorreia
  • Clamídia
  • Tricomoníase
  • HIV
  • Hepatite B

Cada uma dessas infecções possui formas de transmissão, sintomas, complicações e tratamentos específicos, mas todas podem causar consequências importantes quando não são diagnosticadas e tratadas adequadamente.

Por que as ISTs continuam sendo tão comuns?

Além da alta frequência de infecções assintomáticas, a disseminação das ISTs também está relacionada à falta de informação, ao uso inconsistente de preservativos e ao estigma que ainda envolve essas infecções.

O acesso à informação de qualidade, a educação sexual, a vacinação quando disponível, o uso de preservativos e a realização de consultas e exames periódicos são medidas fundamentais para reduzir a transmissão e proteger a saúde sexual.

herpes
Bolhas da herpes.

Quais são os sintomas das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)?

Os sintomas das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) variam de acordo com o microrganismo responsável. Algumas infecções causam manifestações logo após a contaminação, enquanto outras podem permanecer silenciosas por meses ou até anos.

Os principais sintomas das ISTs incluem:

  • Corrimento vaginal ou uretral;
  • Ardor ou dor ao urinar;
  • Feridas ou úlceras na região genital;
  • Bolhas na região genital ou anal;
  • Verrugas genitais;
  • Dor pélvica;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Sangramento fora do período menstrual ou após a relação sexual;
  • Coceira ou irritação na região genital.

No entanto, muitas pessoas não apresentam qualquer sintoma. Mesmo assim, elas podem transmitir a infecção para seus parceiros e desenvolver complicações ao longo do tempo.

Quando não são diagnosticadas e tratadas adequadamente, algumas ISTs podem causar doença inflamatória pélvica, infertilidade, gravidez ectópica, câncer relacionado ao HPV, alterações neurológicas e cardiovasculares, além de complicações durante a gestação e no recém-nascido.

Por isso, qualquer alteração na região genital ou exposição a uma relação sexual de risco deve ser avaliada por um médico, mesmo na ausência de sintomas.

sifilis
A sífilis secundária pode se manifestar com manchas na pele.

Como saber se eu tenho uma infecção sexualmente transmissível (IST)?

O diagnóstico das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) depende da infecção que está sendo investigada. Não existe um único exame capaz de identificar todas as ISTs.

Esse é um erro bastante comum. Muitas pessoas acreditam que um simples exame de sangue consegue detectar todas as infecções sexualmente transmissíveis. Na prática, isso não acontece.

Cada IST possui um método diagnóstico específico. Algumas são identificadas por exames de sangue, enquanto outras exigem a coleta de material da vagina, do colo do útero, da uretra, de lesões ou de outras regiões do corpo.

Exames realizados com material do colo do útero ou da vagina

Durante o exame ginecológico, o médico utiliza um espéculo para visualizar o colo do útero e coleta material da vagina e/ou do colo uterino com uma escova ou swab (cotonete estéril). Dependendo da suspeita clínica, essa amostra pode ser analisada por diferentes métodos laboratoriais.

Entre as principais ISTs que podem ser investigadas por esse tipo de coleta estão:

  • Clamídia
  • Gonorreia
  • Tricomoníase
  • Mycoplasma genitalium
  • HPV (por testes moleculares específicos, quando indicados)

Exames de sangue

Algumas ISTs são diagnosticadas por meio de exames sorológicos, que detectam anticorpos ou antígenos circulantes no sangue.

Entre elas estão:

  • HIV
  • Sífilis
  • Hepatite B
  • Hepatite C

Em situações específicas, exames de sangue também podem auxiliar na investigação da herpes genital.

Por isso, a escolha dos exames deve ser individualizada e feita de acordo com os sintomas, o histórico sexual e os achados do exame físico. Em muitos casos, é necessária a combinação de diferentes métodos para chegar ao diagnóstico correto.

Sobre a Dra. Giulia Cerutti

Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista com especialização em Oncologia Ginecológica.

Realizo atendimentos em ginecologia para mulheres de todas as idades, atuando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de diversas doenças ginecológicas, incluindo as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Meu objetivo é oferecer um atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e voltado às necessidades de cada paciente. Durante a consulta, você terá tempo para esclarecer suas dúvidas e participar ativamente das decisões sobre o seu tratamento, por meio de uma abordagem compartilhada, ética e respeitosa.

Prezo por um atendimento acolhedor, com total respeito à privacidade e ao sigilo médico, para que cada paciente se sinta segura e confortável durante toda a consulta.

Os atendimentos são realizados em consultório particular no bairro da Consolação, em São Paulo (SP).

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