O que é vaginose bacteriana?
A vaginose bacteriana (VB) é uma infecção vaginal comum que afeta muitas mulheres. Ela ocorre quando há um desequilíbrio das bactérias que normalmente vivem na vagina.
A vagina é naturalmente habitada por um grupo de bactérias, algumas “boas” e outras “más”. Quando a proporção dessas bactérias se altera, favorecendo as “más”, surge a vaginose bacteriana.
Qual médico trata da vaginose bacteriana?
O médico que trata da vaginose bacteriana é o ginecologista.
A Dra. Giulia Cerutti é ginecologista com ampla experiência no tratamento da vaginose bacteriana, e já ajudou diversas mulheres com esta condição. Atua no bairro da Consolação, em São Paulo – SP.
A Dra. Giulia entende o quanto é frustrante lidar com a vaginose bacteriana constante e a sensação de que nenhum tratamento traz resultados duradouros.
Ao invés de simplesmente prescrever pomadas e remédios, ela vai atrás da causa do problema, oferecendo um diagnóstico preciso.
E mais: ela vai te acompanhar em cada etapa do tratamento, garantindo que a vaginose bacteriana não volte e que você finalmente conquiste a cura de forma eficaz.
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Formada em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Pérola Byington, a Dra. Giulia tem mais de 10 anos de experiência cuidando da saúde íntima de mulheres de várias idades.

Veja algumas opiniões de pacientes que já se consultaram com a Dra. Giulia:



O que é a vaginose bacteriana?
A vaginose bacteriana é um desequilíbrio da microbiota vaginal caracterizado pela queda acentuada dos lactobacilos e pelo aumento expressivo de bactérias dos grupos anaeróbias e Gram negativas.
A vaginose bacteriana está ligada à prática sexual, mas não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).
Essa infecção é a principal causa de corrimento em mulheres em idade fértil. Porém, em 50-70% dos casos, as mulheres não apresentam nenhum sintoma.

Quais são os sintomas da vaginose bacteriana?
Nem todas as mulheres com vaginose bacteriana apresentam sintomas. No entanto, quando os sintomas aparecem, eles podem incluir:
- Corrimento Vaginal Anormal: O corrimento associado à VB é frequentemente branco ou cinza e tem uma consistência fluida, bolhosa.
- Odor Desagradável: Um dos sinais mais característicos da VB é um odor vaginal forte, muitas vezes descrito como “cheiro de peixe”. Esse odor pode se intensificar após o contato com o sêmen ou durante o período menstrual.

O Que Causa a Vaginose Bacteriana?
A vaginose bacteriana é causada por um desequilíbrio entre as bactérias “boas” e “más” que vivem na vagina, resultando em um aumento do pH vaginal acima do normal, que geralmente é ácido (cerca de 3,8 a 4,5).
Esse aumento do pH cria um ambiente favorável para o crescimento excessivo das bactérias “más”.
Vários fatores podem predispor uma mulher a desenvolver vaginose bacteriana, ao aumentar o pH vaginal. Aqui estão os principais fatores predisponentes:
Duchas vaginais: As duchas vaginais são práticas que envolvem lavar o interior da vagina com água ou outras soluções. Elas podem alterar o equilíbrio bacteriano natural da vagina, eliminando as bactérias “boas” que mantêm o ambiente vaginal ácido e protegido contra infecções. Como resultado, as duchas aumentam o pH vaginal, tornando a mulher mais suscetível à vaginose bacteriana.
Prática sexual: O sêmen tem um pH alcalino e, durante a relação sexual desprotegida, ele pode aumentar temporariamente o pH vaginal. A frequência de relações sexuais desprotegidas pode, portanto, predispor as mulheres à vaginose bacteriana ao alterar o equilíbrio natural da flora vaginal. Além disso, múltiplos parceiros sexuais podem favorecer a transmissão de bactérias.

Cigarro: Fumar cigarros pode afetar o sistema imunológico e alterar o equilíbrio bacteriano vaginal. Mulheres fumantes têm um risco maior de desenvolver vaginose bacteriana em comparação com mulheres não fumantes. O tabaco e seus componentes químicos podem impactar a saúde vaginal de diversas formas, inclusive alterando o pH.

Uso de produtos vaginais: O uso de produtos perfumados, como sprays íntimos, sabonetes, desodorantes vaginais, e até mesmo alguns lubrificantes, pode irritar a mucosa vaginal e alterar o pH. Esses produtos podem destruir as bactérias benéficas, favorecendo o crescimento das bactérias causadoras de vaginose bacteriana.
Menstruação: Durante a menstruação, o pH vaginal pode se tornar menos ácido devido à presença do sangue menstrual, que tem um pH mais alcalino. Esse aumento temporário do pH pode criar um ambiente propício para o crescimento excessivo das bactérias associadas à vaginose bacteriana.

Uso prolongado de antibióticos: O uso prolongado de antibióticos pode eliminar as bactérias benéficas da vagina, assim como fazem com as bactérias nocivas. Isso pode levar a um desequilíbrio bacteriano e ao aumento do pH vaginal, predispondo a mulher à vaginose bacteriana.
Estresse e sistema imunológico: O estresse crônico pode afetar negativamente o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a infecções, incluindo a vaginose bacteriana. Um sistema imunológico enfraquecido pode não conseguir manter o equilíbrio adequado das bactérias vaginais, permitindo que as “más” se proliferem.

Como Diagnosticar a Vaginose Bacteriana?
Para saber se uma mulher tem vaginose bacteriana, os médicos geralmente realizam os seguintes procedimentos:
- História Clínica: O médico pode começar fazendo perguntas sobre os sintomas e o histórico médico da paciente.
- Exame Físico: Um exame pélvico pode ser realizado para verificar o aspecto do corrimento.
- Teste do pH Vaginal: Um teste simples pode ser realizado para medir o pH da vagina. A VB geralmente está associada a um pH vaginal acima de 4,5.
- Microscopia do conteúdo vaginal: O médico pode coletar uma amostra do corrimento vaginal para análise. A amostra é examinada ao microscópio para verificar a presença de células chamadas “clue cells” (células-chave), que são indicativas de VB.
A microscopia do conteúdo vaginal é o método mais eficiente para o diagnóstico do corrimento vaginal.
Durante esse exame, uma amostra do corrimento vaginal é coletada e analisada sob o microscópio para identificar alterações nas células, presença de microrganismos (como fungos, bactérias ou protozoários) e outros sinais de infecção.
Por fim, outros exames complementares podem ser solicitados, como culturas e testes moleculares, especialmente em casos de infecções recorrentes ou resistentes ao tratamento.

Por que a microscopia é importante para o diagnóstico do corrimento vaginal?
A microscopia é importante porque fazer diagnósticos do corrimento vaginal com base apenas na anamnese e no exame físico é insuficiente em 60-70% dos casos, levando a consequências significativas.
Sem um diagnóstico preciso, mulheres sem infecção podem receber tratamentos desnecessários que desestabilizam a flora vaginal saudável, criando condições para novos problemas.
Por outro lado, mulheres com infecção podem ser diagnosticadas de forma errada, recebendo tratamentos inadequados.
Esses erros podem gerar um ciclo de frustração: múltiplos tratamentos, buscas malsucedidas por soluções, e, muitas vezes, automedicação.

Isso pode levar a diagnósticos equivocados de “vaginose bacteriana de repetição”, que acabam impactando negativamente a saúde emocional, sexual e até os relacionamentos das pacientes.
O uso de múltiplas medicações (por vezes, equivocadas) leva à perda dos lactobacilos, comprometendo a flora vaginal. Isso aumenta a vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Além disso, a paciente começa a trocar de médico com frequência porque perde a confiança em todos. Muitas vezes, ela também passa a buscar tratamentos alternativos para o corrimento vaginal que não têm comprovação científica, na tentativa de resolver o problema.
Por isso, o passo básico para um diagnóstico correto é o exame microscópico direto do conteúdo vaginal. O tratamento ideal só é possível quando se conhece com precisão a causa do problema.
Como Tratar a Vaginose Bacteriana?
O tratamento da vaginose bacteriana geralmente envolve o uso de antibióticos. Os antibióticos mais comuns incluem:
- Metronidazol: Pode ser prescrito em forma de comprimido ou gel vaginal. É eficaz na eliminação das bactérias que causam a VB.
- Clindamicina: Pode ser prescrita como creme vaginal ou comprimido.
- Tinidazol: Outro antibiótico que pode ser usado no tratamento da vaginose bacteriana.
É importante seguir corretamente as instruções do médico ao tomar antibióticos, mesmo que os sintomas desapareçam antes do término do tratamento. A interrupção precoce do tratamento pode resultar na recorrência da infecção.
O que é a vaginose bacteriana recorrente?
A vaginose bacteriana é considerada recorrente quando acontece 3 ou mais vezes ao ano. Nesses casos, é essencial ter um diagnóstico preciso e acompanhar a cura com exames microscópicos.
A condição está associada à formação de um biofilme, que dificulta o tratamento.
Biofilme é uma comunidade de bactérias que se agrupam muito próximas umas das outras, formando uma camada resistente sobre a superfície da vagina. Essa camada é como uma barreira que protege as bactérias dos medicamentos e das defesas naturais do corpo.
Algumas mulheres experimentam episódios recorrentes de vaginose bacteriana. A vaginose bacteriana de repetição pode ser frustrante e desafiadora de tratar. As causas da recorrência ainda não são completamente compreendidas, mas podem incluir:
- Recolonização por Bactérias: Mesmo após o tratamento, as bactérias “más” podem recolonizar a vagina.
- Fatores de Estilo de Vida: Certas práticas, como duchas vaginais e relação sexual sem preservativo, podem alterar o equilíbrio bacteriano da vagina.
- Parceiros Sexuais: A relação sexual pode influenciar o equilíbrio bacteriano vaginal. Embora a vaginose bacteriana não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível, a atividade sexual pode desempenhar um papel na recorrência.
Como tratar a vaginose bacteriana recorrente?
O tratamento da vaginose bacteriana recorrente envolve uma abordagem abrangente e contínua.
Este tratamento foca em quebrar o biofilme para que os antibióticos funcionem melhor.
Após o tratamento inicial, é importante confirmar a cura antes de começar a fase de manutenção, que dura pelo menos 16 semanas.
Além disso, é necessário acompanhar regularmente a saúde vaginal, com controles a cada 6 semanas por um período de 6 a 12 meses, com a microscopia.
Dicas para prevenir novas crises:
- Siga rigorosamente o tratamento e os retornos médicos para controle da saúde vaginal.
- Use preservativos durante as relações.
- Evite fumar.
Como prevenir a vaginose bacteriana?
Para reduzir o risco de desenvolver vaginose bacteriana ou recorrências, algumas medidas podem ser adotadas:
- Evitar Duchas Vaginais: As duchas podem alterar o equilíbrio natural das bactérias na vagina e aumentar o risco de infecções.
- Práticas Sexuais Seguras: Usar preservativos pode ajudar a manter o equilíbrio bacteriano.
- Higiene Adequada: Evitar o uso de produtos perfumados ou irritantes.
Quais os impactos da vaginose bacteriana na saúde?
Além de desconfortável, a vaginose bacteriana não tratada pode aumentar o risco de algumas condições, como:
- Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs): A vaginose bacteriana pode aumentar a susceptibilidade a ISTs, como HIV, HPV, clamídia e gonorreia.
- Complicações na Gravidez: A vaginose bacteriana durante a gravidez tem sido associada a um risco aumentado de parto prematuro e baixo peso ao nascer.
- Doença Inflamatória Pélvica (DIP): A vaginose bacteriana pode contribuir para o desenvolvimento de DIP, uma infecção dos órgãos reprodutivos que pode causar infertilidade se não tratada.
- Complicações após procedimentos ginecológicos: A VB está associada a maior infecção após procedimentos como histerectomia, histeroscopia e outros.

Está com corrimento?
Olá! Sou a Dra. Giulia Cerutti, médica ginecologista. Realizo atendimentos em ginecologia para mulheres de todas as idades.
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Perguntas mais frequentes
Vaginose bacteriana é uma IST?
Não. A vaginose bacteriana não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), mas a atividade sexual pode influenciar seu aparecimento e recorrência.
Ela acontece por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução dos lactobacilos e aumento de determinadas bactérias.
Meu parceiro precisa tratar vaginose bacteriana?
Depende. Em mulheres com vaginose bacteriana recorrente, estudos recentes mostram que tratar simultaneamente o parceiro masculino pode reduzir o risco de recorrência.
Nos demais casos, a necessidade de tratamento do parceiro deve ser avaliada individualmente.
Por que o odor da vaginose bacteriana piora depois do sexo?
O sêmen aumenta temporariamente o pH da vagina, deixando o ambiente mais alcalino. Isso favorece a liberação das substâncias responsáveis pelo odor característico da vaginose bacteriana.
Por isso, o cheiro de peixe pode ficar mais intenso após relações sexuais sem preservativo.
Por que o odor da vaginose bacteriana piora durante a menstruação?
O sangue menstrual aumenta temporariamente o pH vaginal, deixando o ambiente menos ácido. Isso pode intensificar a liberação das substâncias responsáveis pelo odor característico da vaginose bacteriana.
Por isso, o cheiro de peixe pode ficar mais perceptível durante a menstruação.
Papanicolau detecta vaginose bacteriana?
O Papanicolau pode mostrar alterações sugestivas de vaginose bacteriana, mas não é o exame indicado para fazer esse diagnóstico.
A vaginose pode ser diagnosticada pela avaliação dos sintomas, exame ginecológico e exames específicos do conteúdo vaginal.
Ácido bórico trata vaginose bacteriana?
O ácido bórico não é o tratamento de primeira escolha para vaginose bacteriana. Em alguns casos de vaginose recorrente, ele pode ser utilizado como parte de um esquema de tratamento, associado a outras medicações.
Seu uso deve ser orientado por um médico, pois não é indicado para todas as pacientes.
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